Economia

Governo federal identifica pagamentos indevidos de R$ 3,89 bilhões no Auxílio Brasil

O montante foi disponibilizado entre janeiro e outubro de 2022, de acordo com informações do relatório da CGU

Plínio Aguiar, do R7
16/05/23 às 09h10
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CGU identificou pagamentos indevidos do benefício LUIS LIMA JUNIOR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO - 18.1.2023

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou R$ 3,8 bilhões em pagamentos indevidos do Auxílio Brasil em 2022.

As informações constam em um relatório ao qual o R7 teve acesso.

O montante foi disponibilizado entre janeiro e outubro do ano passado. No período, foram liberados 8,2 milhões de parcelas do benefício para mais de 2 milhões de famílias.

De acordo com a CGU, as falhas identificadas podem ter gerado o pagamento indevido a cerca de 367 mil famílias, entre janeiro e outubro de 2022, na ordem de R$ 171 milhões por mês, o que totaliza R$ 1,71 bilhão. Em outra análise, com uma base de dados diferente, a estimativa é que houve pagamentos a 468 mil famílias fora do perfil de renda, que somam cerca de R$ 2,18 bilhões no período avaliado.

No relatório, o órgão do governo federal informa que o programa teve orçamento de R$ 9,2 bilhões em 2021 e de R$ 113 bilhões em 2022, disponibilizados para mais de 62 milhões de pessoas ao todo.

O Auxílio Brasil foi criado por Jair Bolsonaro (PL) no fim de 2021, em substituição ao Bolsa Família, elaborado pelo PT. Na ocasião, poderiam obter o benefício as famílias em situação de extrema pobreza, que são aquelas que recebem menos de R$ 105 por mês. O governo começou o pagamento em dezembro daquele ano, com o valor mínimo de R$ 400.

Bolsa Família
Após assumir o Palácio do Planalto, em 1º de janeiro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a retomada do Bolsa Família. Na volta do programa, o pagamento passou a ser de R$ 600, e foram criados dois benefícios complementares, que levam em conta o tamanho e as características de cada família.

Um deles é voltado para dar atenção à primeira infância — são R$ 150 para cada criança de até 6 anos. O segundo, de renda e cidadania, prevê R$ 50 para cada integrante com idade entre 7 e 18 anos incompletos e gestantes.

Em contrapartida, o governo retomou as condições para participar do programa, como a carteira de vacinação em dia, a frequência escolar das crianças e o acompanhamento pré-natal, para gestantes. As mudanças deverão ampliar os gastos do Bolsa Família. O governo afirma, contudo, que estes serão compensados com a retirada de beneficiários irregulares.

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