Já nos primeiros 15 dias de janeiro, o preço médio do combustível registrou alta de 0,16%, vendido a R$ 6,16, na comparação com a primeira quinzena de dezembro, de acordo com dados do IPTL (Índice de Preços Edenred Ticket Log), em levantamento feito na região Sudeste.
O etanol subiu 0,72%, a R$ 4,21. O preço médio do diesel S10 também teve elevação de 0,32%, passando para R$ 6,22, o litro.
“A gasolina, que já vinha sendo negociada por valores elevados no último trimestre de 2024, segue em alta no início de 2025. Esse movimento também é notado no etanol, com os preços médios de ambos os combustíveis sofrendo impactos de uma combinação de fatores de ordem econômica e estrutural”, afirma Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.
Ele explica que, entre as principais causas dessa trajetória, estão as recentes altas do dólar, que encarecem a importação de combustíveis e insumos, além de custos logísticos, que variam conforme as distâncias percorridas e as condições de infraestrutura de cada região.
Além da valorização da moeda americana, o preço global do barril de petróleo tem pressionado o mercado também. Dados da Abicom mostram que os preços da Petrobras atingiram o maior patamar de defasagem em um ano. A diferença da gasolina chegou, nesta quinta-feira (16), a 16%, e a do diesel, 27%.
A última vez em que a Petrobras reajustou o preço da gasolina nas refinarias foi em 9 de julho do ano passado. Enquanto o diesel teve a última alteração em 27 de dezembro de 2023, quando houve redução.
Inflação
O aumento dos combustíveis por conta da alta do ICMS, imposto estadual, terá efeito na inflação, que fechou 2024 em 4,83%, estourando o teto da meta estabelecida pelo Banco Central, de 4,5%. E foi justamente a gasolina o subitem que mais pesou na alta do
IPCA (Índice de Preços ao Consumidor)
, a inflação oficial do país. Em 12 meses, o combustível subiu 9,71%, variação que contribuiu diretamente com 0,48 ponto percentual na taxa da inflação.