Dados da pesquisa SIMPI/Datafolha “Indicador Nacional de Atividade da Micro e Pequena Indústria” apontam que 47% das micro e pequenas indústrias do País têm capital de giro insuficiente para manter os negócios; as informações são do período de abril/maio de 2023. Em comparação com o bimestre anterior, fevereiro/março, houve uma queda de três pontos percentuais. Para ter acesso ao capital de giro, os dirigentes utilizaram cheque especial, seguido de empréstimo pessoal e empréstimo PJ. Aliado a isso, uma das dificuldades observadas foram as taxas de juros, além dos custos de produção, em que 44% dos empresários relataram ter sentido altas significativas, principalmente em matéria-prima e insumos.
“A consequência direta deste processo foi a taxa de juros que afetou o mercado de trabalho, com saldo negativo de vagas”, comenta Joseph Couri, presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (SIMPI). O Índice de Contratação e Demissão das MPI’s atingiu 96 pontos a nível nacional, em uma escala de 0 a 200; acima de 100 é considerado positivo. O único local que teve um desempenho superior foi o Sudeste, que fechou em 103 pontos.
Expectativa de desemprego
Para os próximos meses, 42% dos empresários acreditam que o desemprego poderá aumentar; foi o mesmo patamar do bimestre anterior.
No entanto, 37% acreditam que a situação ficará como está e 19% acreditam que poderá diminuir. Ao analisar a Micro Indústria, frente à Pequena, as porcentagens se assemelham com o cenário nacional. Porém, a Pequena se mostra um pouco mais pessimista, conforme gráfico abaixo.
