Duas adolescentes de 17 anos ficaram feridas após um acidente com uma bicicleta elétrica na madrugada de sábado (17), na Avenida Guanabara, na rotatória do cruzamento com a Rua Gabriel Teixeira de Barros, em Andradina. Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a condutora perdeu o controle do veículo e atingiu a guia de proteção, fazendo com que as duas ocupantes fossem projetadas ao solo.
O acidente aconteceu por volta das 4h20. Equipes do Corpo de Bombeiros prestaram os primeiros socorros, e as adolescentes foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
De acordo com o registro policial, a condutora sofreu escoriações na mão esquerda e no pé direito. A passageira apresentou escoriações no rosto e múltiplas fraturas dentárias. Ambas receberam atendimento médico e permaneceram sob cuidados para a realização de exames. Nenhuma das duas utilizava capacete, conforme o boletim.
Ainda segundo o relato registrado pela Polícia Militar, a condutora informou que utilizava o celular enquanto conduzia o veículo e não percebeu a aproximação da rotatória. As adolescentes também relataram aos policiais que haviam ingerido bebidas alcoólicas antes de se deslocarem pela avenida.
O que é permitido nem sempre é o mais seguro
O acidente também levanta um alerta importante para pais e responsáveis sobre o uso de bicicletas elétricas por adolescentes. Embora determinados modelos não tenham obrigatoriedade legal de uso de capacete, a ausência dessa exigência não elimina os riscos de quedas e colisões no trânsito.
No acidente registrado em Andradina, as duas adolescentes estavam sem capacete. A queda provocou escoriações e lesões na face de uma das ocupantes, além de fraturas dentárias, conforme o boletim de ocorrência.
A situação traz uma reflexão necessária para as famílias: antes de presentear um filho com uma bicicleta elétrica, é importante avaliar se ele tem maturidade para circular pelas ruas, se conhece as regras de trânsito e se compreende os riscos aos quais estará exposto.
A pergunta que os pais deveriam fazer não é apenas se o capacete é obrigatório, mas se vale a pena abrir mão de uma proteção que pode salvar vidas simplesmente porque a lei não exige seu uso naquele veículo.
O trânsito é compartilhado por carros, motocicletas, caminhões, bicicletas e veículos elétricos. Mesmo em trajetos curtos, uma distração, o uso do celular ou a falta de habilidade para enfrentar uma rotatória podem provocar acidentes com consequências graves.
Por isso, a responsabilidade dos adultos não termina na compra do veículo. Orientar, estabelecer limites e incentivar o uso de equipamentos de proteção são atitudes que podem fazer a diferença entre um susto e uma tragédia. Afinal, ser permitido não significa ser seguro - e a prevenção deve estar acima da conveniência.