Polícia

Educação amplia contrato de empresa de filha de secretário de Jamil a 32 dias para o fim do ano

Um contrato com data de 27 de novembro escandalizou a Secretaria de Educação de Andradina.

Andradina/SP
30/11/20 às 15h13
Altemar Araújo foi secretário municipal do Governo mde Jamil Ono (Arquivo Pessoal)

Um contrato com data de 27 de novembro escandalizou a Secretaria de Educação de Andradina. Em um ano em que a presença de alunos da Rede Municipal de Andradina está suspensa desde março, a Educação ampliou o contrato de uma empresa que atua na limpeza do ambiente escolar. Detalhe, faltam apenas 32 dias para que o ano acabe e geralmente não haveria aulas em dezembro.

O aditamento do contrato só foi possível porque o saldo original do contrato foi inteiramente gasto pela educação, o que3 leva a crer que, mesmo com a suspensão das aulas as escolas foram limpas com frequência.  O valor do aditamento é de R$ 131.093,76 (Cento e trinta e um mil, noventa e três Reais e setenta e seis centavos).

Filha de ex-secretário

A empresa prestadora deste serviço é a Natália Araújo Prestação de Serviços  Eireli – ME. Segundo informações extraoficiais o primeiro contrato com a empresa aconteceu num período onde o pai de Natália, o ex-vereador e secretário municipal do Governo Jamil Ono Altemar Araújo, conhecido pela alcunha de “Timar”.

A empresa é ganhadora deste  contrato de limpeza ano após ano e também já prestou serviços de recolhimento de grande animais soltos.

Recentemente Timar protagonizou a0o lado dom ex-presidente da Câmara de Andradina, Raimundo Justino de Souza,  um escândalo de envolvendo licitações públicas.

Na época a Justiça de São Joaquim da Barra, no interior do Estado, determinou a cassação de Raimundo. O esquema contava com a participação de mais três pessoas (Éder Donizete Catan, Valdemir Quixaba e Altemar Araújo) são acusados de violar a lei das licitações.
Conforme a denúncia eles agiram para afastar a empresária Márcia Regina da Cista Ceribelli de licitação aberta para a contratação de empresa de monitores escolares.

No dia do pregão, o quarteto teria oferecido a ela R$ 3 mil em troca da desistência de participação no certame e para que deixasse Raimundo ganhar a licitação. Márcia rejeitou a oferta. Uma nova proposta chegou a ser feita, de R$ 5 mil, a qual foi rejeitada também.

A empresária, então, comunicou o esquema para a presidente da comissão de licitação e gravou as conversas com seu aparelho celular. A polícia foi acionada e os denunciados chegaram a ser presos em flagrante delito.

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