Um homem foi preso na tarde de segunda-feira (13) acusado de manter outro em cárcere privado durante um suposto “tribunal do crime”, no bairro Mão Divina, em Araçatuba . A ocorrência foi registrada por equipes da Polícia Militar após denúncia anônima.
De acordo com o boletim de ocorrência, a denúncia apontava que um indivíduo estaria sendo mantido em uma residência na Rua Fiorige Bulgareli, onde seria julgado e possivelmente executado por integrantes de uma organização criminosa, sob acusação de envolvimento em um homicídio ocorrido anteriormente.
Diante das informações, equipes do Tático Comando, Força Tática e ROCAM organizaram um cerco policial no local. Ao chegarem, os policiais abordaram um homem em frente ao imóvel, identificado como M.J.S.S.G., apontado como responsável por vigiar a vítima.
Durante a vistoria no interior da residência, outros dois homens foram localizados. Um deles, identificado como L.R.O., afirmou aos policiais que era a vítima e que estava sendo mantido no local contra sua vontade.
Segundo o relato de L.R.O., ele foi abordado por um casal enquanto transitava pelo bairro. Os suspeitos o acusaram de ter cometido o homicídio de uma mulher identificada como Adriana. Ainda conforme a vítima, ele foi agredido com socos e golpes de capacete e, em seguida, levado até o imóvel, onde passou a ser mantido sob ameaça.
L.R.O. relatou ainda que o homem preso, conhecido pelos apelidos de “Macaco Loco” e “Balotelli”, o vigiava constantemente utilizando uma chaira e uma chave de fenda para intimidá-lo. O casal teria deixado o local com a promessa de retornar com provas do suposto crime e uma arma de fogo para executá-lo.
Uma testemunha que estava na casa confirmou à polícia que presenciou o momento em que a vítima foi levada ao imóvel e afirmou que ouviu os suspeitos dizerem que voltariam para realizar a execução.
No local, os policiais apreenderam uma chaira. A residência, segundo a PM, aparentava estar em estado de abandono e seria frequentada por usuários de drogas.
Diante das evidências e da convergência dos depoimentos, M.J.S.S.G. recebeu voz de prisão em flagrante. Ele foi conduzido ao Plantão Policial, onde a prisão foi ratificada pela autoridade de plantão. O acusado permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil dará continuidade às investigações para identificar e localizar os demais envolvidos no caso.
