A investigação da Polícia Civil no Rio de Janeiro sobre um esquema de roubo e distribuição de medicamentos oncológicos revelou o envolvimento da facção TCP (Terceiro Comando Puro) no crime.
O trabalho de apuração resultou na deflagração da Operação Metástase, que prendeu 5 pessoas, incluindo o chefe da organização criminosa interestadual, nesta terça-feira (21).
Durante meses de investigação, os policiais civis identificaram ao menos quatro núcleos da quadrilha: roubadores; logístico-financeiro intermediário; logístico-financeiro final; e suporte territorial.
Basicamente, a facção criminosa participava da primeira etapa do esquema. O grupo usava criminosos fortemente armados para obter a carga e, depois, levava o material para áreas dominadas pelo TCP no Complexo da Maré, na zona norte do Rio.
Na comunidade, a quadrilha fazia o transbordo e a redistribuição da medicação. Segundo a polícia, a facção atuava no “suporte territorial”, fornecendo apoio bélico e proteção ao núcleo de roubadores da estrutura criminosa.
A primeira fase da Operação Metástase mobilizou forças de segurança nos estados do Rio de Janeiro, Goiás, Pará e São Paulo, onde o chefe do grupo acabou preso.
As investigações apontaram que a quadrilha participou de 20 roubos de carga e movimentou R$ 33 milhões em um ano.
Na etapa final do esquema, a rede criminosa utilizava empresas de fachada para reinserir os medicamentos roubados no mercado, inclusive por meio de contratos com a rede pública de saúde.
