Polícia

Caso envolvendo três irmãos acende alerta para atuação conjunta da rede de proteção em Andradina

Adolescente de 14 anos teria assumido cuidados dos irmãos, entre eles uma criança autista e um bebê de 9 meses; B.O. registra ocorrência de abandono de incapaz.

H+ Andradina 
11/08/26 às 11h42
Abandono de incapaz - imagem Ilustrativa web

Uma ocorrência registrada em Andradina no domingo (9) acende um alerta para a necessidade de atuação conjunta entre Conselho Tutelar, Polícia e Justiça para garantir a proteção de três irmãos que estariam vivendo em situação de vulnerabilidade.

Segundo o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma possível situação de abandono de incapaz. Conforme registrado, a mãe teria deixado os filhos sozinhos em casa por volta das 19h, sem informar para onde iria ou quando retornaria, deixando as crianças apenas com um mamão para se alimentar. Familiares também relataram que situações semelhantes já teriam ocorrido anteriormente.

O caso envolve uma adolescente de 14 anos, um menino de 11 anos, autista, e um bebê de apenas 9 meses. Após a ocorrência, foram adotadas medidas provisórias: o menino ficou com o pai, a adolescente com a avó paterna e o bebê permaneceu inicialmente com a mesma avó, até a chegada do pai, que estava em São Paulo.

“Eu só tenho 14 anos”

Além do B.O., uma carta escrita pela adolescente chama atenção. No texto, ela afirma estar cansada de cuidar dos irmãos e diz que gostaria de ter uma vida normal. A menina relata que frequentemente fica responsável pelos irmãos enquanto a mãe sai.

O relato precisa ser considerado pelas autoridades, principalmente diante da idade da adolescente e da existência de uma criança autista e de um bebê que ainda não completou um ano.

A preocupação aumenta diante da possibilidade de o bebê ser encaminhado ao pai e, posteriormente, retornar ao mesmo ambiente que motivou a intervenção policial. Por isso, a situação precisa ser acompanhada de perto pela rede de proteção e, se necessário, pelo Judiciário.

O caso também traz à memória a tragédia envolvendo o pequeno Gustavo, em Palmas. Não se afirma que as duas situações sejam iguais, mas episódios de vulnerabilidade infantil precisam ser tratados com seriedade antes que possam evoluir para consequências irreversíveis.

Mais do que uma medida emergencial, o momento exige acompanhamento contínuo, avaliação das condições familiares e definição de um ambiente realmente seguro para as três crianças.

A carta da adolescente e o próprio registro policial mostram que há sinais que não podem ser ignorados.

Em situações envolvendo crianças e adolescentes, Polícia, Conselho Tutelar, Ministério Público e Justiça precisam caminhar juntos. O melhor momento para proteger uma criança é antes que aconteça uma tragédia.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM POLÍCIA
Franquia:
Andradina SP
Franqueado:
FLAVIA REGINA DE AVELAR GOMES 25180990858
14.225.543/0001-11
Editor responsável:
Flavia Gomes Mtb 8.016/MG
Email: ointeriorfala@gmail.com
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.