Saúde

Atraso na fala: quando os pais devem procurar ajuda?

Dra. Thais Matsuda Assunção explica que alterações na audição podem estar entre as causas e que a avaliação precoce é importante

H+ Andradina
10/08/26 às 07h13

“Meu filho ainda não fala. Será que é normal?” Essa é uma dúvida muito frequente entre pais e familiares, e é importante entender que cada criança possui seu próprio ritmo de desenvolvimento. Porém, quando existem sinais de que a fala e a linguagem não estão evoluindo como esperado, é fundamental investigar.

Segundo a médica otorrinolaringologista Dra. Thais Matsuda Assunção, uma das primeiras questões que precisam ser avaliadas é a audição.

“Para desenvolver a fala, a criança precisa ouvir. Mesmo uma perda auditiva leve ou uma alteração temporária na audição pode dificultar a percepção dos sons e, consequentemente, interferir no desenvolvimento da linguagem”, explica a médica.

Ela destaca que episódios frequentes de otite, acúmulo de líquido no ouvido, alterações nas estruturas do ouvido ou outras condições podem comprometer a audição e passar despercebidos pelos pais.

“Às vezes, a criança escuta alguns sons e parece ouvir normalmente, mas apresenta dificuldade para determinados sons ou situações. Por isso, quando existe uma preocupação com o desenvolvimento da fala, é importante não esperar simplesmente que ela ‘fale na hora dela’. Precisamos entender o motivo dessa demora”, orienta Dra. Thais.

Dra Tais Matsuda Assunção

Outro ponto importante é observar a forma como a criança se comunica. Mesmo antes de falar, ela costuma demonstrar intenção de se comunicar por meio de gestos, expressões, sons e interação com outras pessoas.

“O atraso na fala não significa necessariamente que exista um problema grave. Existem diferentes causas e situações, e cada criança precisa ser avaliada individualmente. O objetivo da investigação é identificar o que está acontecendo e, se necessário, iniciar o acompanhamento adequado o quanto antes”, explica.

A avaliação com o otorrinolaringologista pode ajudar a investigar possíveis alterações auditivas e das estruturas relacionadas à comunicação. Dependendo de cada caso, também pode ser necessário o acompanhamento com fonoaudiólogo e outros profissionais.

“Quanto mais cedo identificamos uma alteração, mais cedo podemos orientar a família e oferecer o suporte necessário para aquela criança. Por isso, se os pais têm alguma dúvida ou preocupação, vale a pena conversar com um profissional”, reforça Dra. Thais.

A Dra. Thais Matsuda Assunção é médica otorrinolaringologista e atende na Multiclínica Herreros, em Andradina. Ela realiza atendimentos particulares, pela Unimed e por convênios funerários. Para informações e agendamentos, o contato pode ser feito pelo  WhatsApp (18) 99647-3027

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