Opinião

A GRANDE CEGUEIRA NACIONAL: Sacrificamos famílias e amizades por políticos que nem sabem nossos nomes

Como o fanatismo destruiu o afeto dentro dos lares brasileiros — e por que a única saída é resgatar o amor pelos nossos filhos e pelo nosso país.

Ednilton Farias Meira, advogado e bacharel em Ciências
09/09/26 às 08h52

Olhe ao seu redor e veja o que a intolerância política fez com o nosso país. Quantas amizades antigas se perderam nos últimos anos por causa de ideologias? Quantos casamentos terminaram unicamente porque a discussão partidária atropelou o respeito? Quantas famílias deixaram de se reunir no almoço de domingo porque o clima ficou pesado demais?

O Brasil se dividiu. Muita gente alimentou raiva de quem pensa diferente. Mas, olhando para essa situação com calma, a pergunta que fica é: por que a nossa sociedade caiu nessa armadilha? Vale a pena ver pessoas perdendo quem amam por causa de políticos que nem sabem o nome delas?

O escritor Nelson Rodrigues percebeu essa armadilha há muito tempo e deixou um aviso direto e verdadeiro:

“Nada mais cretino e mais cretinizante do que a paixão política. É a única paixão sem grandeza, a única que é capaz de imbecilizar o homem.”

A paixão pela política cega as pessoas. Ela faz esquecer o carinho, o respeito e toda a história bonita construída entre amigos e familiares. E o filósofo Friedrich Nietzsche explicou por que tanta gente cai na besteira de defender o seu lado com tanta raiva:

“O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos.”

Quando as pessoas se sentem com medo ou sem chão, é fácil cair no fanatismo. É fácil achar que só o seu lado é bom e que o outro é o inimigo. Mas a verdade é que o verdadeiro forte não precisa odiar ninguém. Quem é forte de verdade sabe conversar, sabe perdoar e sabe proteger a sua família.

A nossa verdadeira paixão não pode ser por partidos ou por políticos. A nossa paixão precisa ser pelo Brasil. Precisa ser pelos nossos filhos e pelos nossos netos.

São as nossas crianças que vão morar no país que a gente está construindo hoje. O que nós queremos deixar para elas? Um país cheio de rancor, onde as pessoas não conseguem nem se abraçar? Ou uma terra unida, onde a gente pode pensar diferente, mas continuar caminhando juntos?

A esperança do Brasil não vem de palanques. Ela nasce dentro da nossa casa. Ela está no abraço que a gente dá no amigo de infância, na paciência com quem a gente ama, na mão estendida para quem precisa de ajuda.

Ainda dá tempo de virar esse jogo. Vamos mandar uma mensagem para aquele amigo de quem nos afastamos. Vamos pedir desculpas pelas palavras ditas no calor da raiva. Vamos colocar o amor e a nossa gente em primeiro lugar. O Brasil é nosso, e o nosso maior tesouro é o carinho que a gente tem uns pelos outros.

“Que ao menos aos nossos filhos e netos não caiba essa herança de cinza e dor; que eles reaprendam os velhos afetos, e devolvam ao país o seu verdadeiro valor”. ( EFM)

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