Polícia

PF prendeu seis na região, um é investigado de ser piloto de Fernandinho Beira-Mar

Uma das seis pessoas presas no interior de São Paulo durante a operação Enterprise, 

G1
24/11/20 às 09h55
Arma encontrada em Rio Preto durante a operação Enterprise — Foto: Divulgação

Uma das seis pessoas presas no interior de São Paulo durante a operação Enterprise,  deflagrada nesta segunda-feira (23) para combater o tráfico internacional de drogas , já foi investigada por ter trabalhado como piloto de Fernandinho Beira-Mar, segundo informou a Polícia Federal.

Ao todo, 14 mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos em São José do Rio Preto, Mirassol e Araçatuba (SP). Além do piloto, outras cinco pessoas foram presas suspeitas de integrar um esquema responsável por transportar cocaína do Brasil para a Europa.

Em Rio Preto, equipes estiveram em um condomínio de luxo, onde encontraram dinheiro escondido em um fundo falso, uma metralhadora e munições. Carros de luxo também foram apreendidos.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontaram que sete grupos trabalhavam para a organização criminosa no Brasil. Um deles atuava em Rio Preto e era responsável pelo transporte aéreo da droga.

“Dois grupos faziam a logística para colocar cocaína no Porto de Paranaguá, um grupo em São Paulo e um grupo de logística de transporte, principalmente aéreo, em São José do Rio Preto”, afirma o chefe da Polícia Federal do Paraná, Sérgio Luiz Stinglin de Oliveira.

Em Araçatuba, policiais também cumpriram um de busca e apreensão e outro de prisão. O alvo era o mesmo suspeito, que não foi encontrado. No entanto, materiais foram apreendidos.

Operação

A operação Enterprise, encabeçada pela Polícia Federal do Paraná, tem como uma das ações combater a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. A investigação durou dois anos. Nesse período, a Polícia Federal apreendeu cerca de 50 toneladas de drogas do grupo criminoso.

A ação é considerada uma das maiores da história na apreensão de cocaína nos portos brasileiros, já que se trata de uma organização criminosa especializada no envio de cocaína para a Europa. Também é uma das maiores em quantidade de mandados judiciais.

Ao todo, foram sequestrados aproximadamente R$ 400 milhões em bens do narcotráfico, como aeronaves, imóveis e veículos de luxo. O esquema utilizado pelos criminosos consistia na lavagem de bens e ativos multimilionários no Brasil e no exterior com uso de vários laranjas e empresas fictícias, a fim de dar aparência lícita ao lucro do tráfico.

As ordens de prisão e busca e apreensão foram expedidas pela Justiça do Paraná, onde as investigações se concentraram. Em todo o país, foram expedidos 151 mandados de busca e apreensão e 66 de prisão.

Além dos três municípios da região noroeste paulista, policiais estiveram em cidades do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco.

O nome da operação, batizada de Enterprise, faz alusão à dimensão da organização criminosa investigada, que atua como um grande empreendimento internacional na lavagem de dinheiro e exportação de cocaína, o que trouxe alto grau de complexidade à investigação policial.

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