A busca pela aparência ideal, muitas vezes influenciada por padrões de beleza divulgados nas redes sociais, tem levado pessoas a procurar procedimentos estéticos com expectativas que nem sempre correspondem às suas características naturais. Para a farmacêutica esteta Ariadne Marcon, que atua em Birigui (SP) e em São Paulo (SP), o principal objetivo dos tratamentos deve ser valorizar os traços individuais, sem comprometer a identidade de cada paciente.
Dra. Ariadne explica sobre o envelhecimento, autoestima, harmonização facial e corporal, além dos limites que devem ser considerados antes de qualquer intervenção estética. Segundo ela, a naturalidade e a avaliação individualizada são fundamentais para alcançar resultados equilibrados.
"A gente tem que começar a se olhar no espelho, olhar para o nosso rosto e não tentar seguir um padrão. Quando a gente busca um procedimento, quer melhorar quem a gente é, e não tentar mudar o nosso rosto", afirmou.
Formada em Farmácia em 2017, com pós-graduação na área de estética, Dra. Ariadne atua há seis anos no segmento, com foco em procedimentos de harmonização facial e corporal.
Redes sociais influenciam expectativas
Um dos pontos abordados foi a influência das redes sociais na percepção da própria aparência. Segundo Dra. Ariadne, filtros digitais e ferramentas de inteligência artificial têm contribuído para a criação de referências estéticas que nem sempre podem ser reproduzidas na realidade.
Ela relatou que alguns pacientes chegam ao consultório apresentando imagens modificadas digitalmente e solicitando resultados semelhantes.
"Hoje em dia tem pessoas que chegam para mim e falam: 'Eu quero esse rosto'. E é um rosto que a pessoa joga na inteligência artificial. É impossível a gente entregar um rosto daquele, porque temos que considerar a estrutura da pessoa, como é o rosto natural dela" , explicou.
Para a especialista, a comparação constante com outras pessoas pode comprometer a percepção da própria identidade e gerar expectativas incompatíveis com as possibilidades de um tratamento.
Dra. Ariadne destaca que a avaliação inicial é o momento de compreender o que realmente incomoda o paciente e identificar quais características podem ser valorizadas sem modificar sua fisionomia.
Saber dizer não também faz parte do atendimento
Outro aspecto destacado pela farmacêutica esteta é a necessidade de estabelecer limites diante de pedidos por procedimentos excessivos. De acordo com ela, nem toda pessoa que procura atendimento precisa necessariamente realizar uma intervenção.
Em determinadas situações, a orientação profissional pode ser mais adequada do que a execução de um procedimento. "Eu respeito muito a individualidade de cada paciente e gosto de trabalhar com a naturalidade. Então, a gente tem que saber falar não também", ressaltou.
A profissional contou que já recusou solicitações de pacientes que desejavam alterações consideradas desproporcionais às características do próprio rosto.
Segundo ela, a preocupação deve estar na harmonia do resultado e não na quantidade de procedimentos realizados. "O legal é não saber que você tem procedimento. Saber que você está bonita, mas sem procedimento", comentou.
