Ousadias, experimentações, liberdade criativa... A música popular brasileira produzida em 1972 se opôs com brilho e singularidade à repressão e violência impostas pela fase mais pesada do Regime Militar e rendeu discos preciosos.
“Acabou Chorare” (Novos Baianos), “Clube da Esquina” (do coletivo liderado por Milton Nascimento), “Expresso 2222” (Gilberto Gil), “Transa” (Caetano Veloso), “Elis” (Elis Regina), “Bem” (Jorge Benjor) e “Dança da Solidão” (Paulinho da Viola) são trabalhos que representam esse período.
Após 50 anos de lençamento, seguem enaltecidos como alguns dos mais importantes da nossa história musical. Sendo assim, neste mês de novembro, o Sesc Birigui traz em sua programação duas atividades que celebram e discutem alguns desses discos.
A primeira delas é o bate-papo “Discos Cinquentenários da MPB”, que acontece nesta quinta-feira (17), às 19h30, com o jornalista musical e biógrafo Júlio Maria, que, na ocasião, abordará dados históricos e também fará uma análise crítica sobre estas obras. O evento é gratuito e tem lugares limitados a capacidade do espaço (Salas de Múltiplo Uso 1 e 2 do Sesc Birigui).
Júlio Maria é crítico de música do Estadão há 15 anos e autor dos livros “Ney Matogrosso - A Biografia” (Companhia das Letras, 2021), indicado ao Prêmio Jabuti 2022, e “Nada Será Como Antes”, a biografia de Elis Regina, que venceu, em 2015, o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).
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