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Roberto Jefferson se entrega após atacar policiais federais

O ex-deputado deixou sua residência às 19h em uma viatura preta, escoltada por outras duas, sendo uma caracterizada da Polícia Federal

Da redação - Hojemais Araçatuba
23/10/22 às 22h46
Jefferson cumpria prisão domiciliar no âmbito do inquérito das fake news (Foto: reprodução)

O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) se entregou à PF (Polícia Federal) em sua casa, na noite deste domingo (23), depois de atacar policiais e passar oito horas desrespeitando ordem do STF (Supremo Tribunal Federal). Jefferson cumpria prisão domiciliar no âmbito do inquérito das fake news.

Jefferson deixou sua residência às 19h em uma viatura preta, escoltada por outras duas, sendo uma caracterizada da Polícia Federal. Manifestantes entoaram gritos de apoio ao ex-parlamentar. Equipes do Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar do Rio deixaram o local em seguida.

Mesmo depois da saída de Jefferson, policiais federais continuam na casa do ex-deputado. Eles não informaram que trabalhos estão sendo realizados. Quatro carros da PM (Polícia Militar) resguardam o acesso à residência.

Ataque

Pela manhã, o político jogou três granadas e deu tiros de fuzil em agentes que foram cumprir o mandado de prisão em sua casa, na cidade de Comendador Levy Gasparian, no interior do Estado do Rio de Janeiro. 

Ele cumpria prisão domiciliar, determinada no inquérito sobre uma organização criminosa que atenta contra o Estado Democrático de Direito. No entanto, descumpriu várias medidas da prisão domiciliar, como passar orientações a dirigentes do PTB, usar as redes sociais, receber visitas, conceder entrevista e compartilhar fake news que atingem a honra e a segurança do STF e seus ministros, como ao ofender a ministra Cármem Lúcia.

Por causa de todos estes descumprimentos, o ministro do STF Alexandre de Moraes revogou a prisão domiciliar e determinou sua volta ao regime fechado.

Jefferson foi preso por violar medidas de prisão domiciliar e também detido em flagrante sob a acusação de tentativa de homicídio.

Manifestações

Jefferson é aliado do presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), que se pronunciou logo após a prisão do político, chamando-o de "bandido" e se solidarizando com os policiais.

"Como determinei ao ministro da Justiça, Anderson Torres, Roberto Jefferson acaba de ser preso. O tratamento dispensado a quem atira em policial é o de bandido. Presto minha solidariedade aos policiais feridos no episódio", disse em vídeo.

A prisão de Roberto Jefferson foi determinada por Alexandre de Moraes, e não por Bolsonaro.

O ministro do STF também se pronunciou no Twitter. "Parabéns pelo competente e profissional trabalho da Polícia Federal, orgulho de todos nós brasileiros e brasileiras. Inadmissível qualquer agressão contra os policiais. Me solidarizo com a agente Karina Oliveira e com o delegado Marcelo Vilella que foram, covardemente, feridos."

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