PET

Cachorro e gato podem conviver num mesmo ambiente

Tutor precisa ter alguns cuidados para que os pets convivam em perfeita harmonia

Sérgio Dias - Especial para o Hojemais Araçatuba
08/11/22 às 22h42
(Foto: Pixabay)

Nove entre dez pessoas quando ouvem os nomes Tom e Jerry logo lembram do gato e rato, personagens do desenho animado, que na maioria dos episódios viviam brigando e criando situações para deixar o inimigo em situação perigosa.

Na vida real, tudo que o tutor busca é a paz entre os seus pets, principalmente quando são cães e gatos. Na coluna dessa semana, o Hojemais Araçatuba vai falar sobre essa realidade e que, para quem deseja vê-los juntos, é importante fazer a adaptação adequada para conquistar a harmonia entre eles num mesmo ambiente.

"Paciência e bom senso é fundamental na socialização”, explica Nicole Cherobim, médica-veterinária. Afinal, a inimizade entre cães e gatos é famosa, como bem lembrado no início dessa coluna e muitas vezes a convivência pode ser um desafio. 

Tomando os devidos cuidados, é possível ter uma família com pets de personalidades diferentes. O processo de domesticação modificou bastante o comportamento desses amigos e muitos cãezinhos possuem atitudes amigáveis com os gatos. 

Os gatos, por sua vez, sentem-se confortáveis ao lado dos cachorros. Tudo depende da personalidade e do estilo de criação do pet. Existe algo individual que faz com que alguns animais se sintam melhor com uns do que com outros. Mais ou menos como acontece com humanos quando naturalmente nos afeiçoamos mais a algumas pessoas do que a outras. 

Cachorros e gatos têm comportamentos e personalidades diferentes. Entretanto, sempre trazem alegria, diversão e muito amor para os lares. Por isso, uma tutoria responsável envolve cuidado, carinho e atenção. 

Iniciando a convivência

Para que eles se respeitem é importante o tempo. Em primeiro lugar, o tutor pode mantê-los em ambientes separados da casa, sem contato visual, mas de forma que um possa sentir o cheiro e ouvir o outro. Após algumas semanas, é indicada a troca de olhares e só então o contato físico, tudo monitorado pelo tutor. 

Se as tentativas não estiverem ajudando na amizade entre eles, o tutor pode buscar auxílio profissional. Um especialista vai avaliar e conduzir a situação da melhor forma possível, levando em consideração o comportamento de ambos e a condição ambiental e da família. 

Alguns pets podem precisar de um adestramento completo, que vai identificar suas inseguranças e trabalhar para que se sinta mais confortável. 

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