O ajudante de eletricista Dener de Oliveira, 21 anos, morador no residencial Águas Claras, em Araçatuba (SP), foi preso na tarde de quarta-feira (22).
Ele foi condenado a 3 anos e 1 mês de prisão por participação em tentativa de assalto em um depósito de materiais de construção, ocorrida em janeiro de 2017.
Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa dele, policiais da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) encontraram entorpecente.
Os investigadores foram até à residência porque havia denúncia de que o réu e a companheira dele estavam comercializando entorpecentes.
Eles foram recebidos pela mulher, que negou a existência de droga na casa. Oliveira, que estava em um dos quartos da casa, disse ser usuário de cocaína e entregou aos policiais uma porção da droga que pegou na gaveta do guarda-roupa.
Os investigadores vistoriaram a gaveta e encontraram outras duas porções do entorpecente. No meio de algumas roupas, havia um pacote com mais 14 porções de cocaína.
Também foram apreendidos R$ 100,00 em dinheiro, que o acusado disse ter recebido como pagamento pelo trabalho. Ele foi preso em flagrante por tráfico de drogas e seria apresentado em audiência de custódia.
Roubo
A pena pela condenação por tentativa de roubo é no regime aberto. Na tarde de 5 de janeiro de 2017, Oliveira, então com 18 anos, outro jovem com a mesma idade e um adolescente de 17 anos, vizinho do réu, foram presos após tentar assaltar o depósito na rua Antônio Gomes do Amaral.
Uma vítima contou à polícia que o adolescente e Oliveira entraram na loja e anunciaram o assalto. A arma estava com o adolescente. Eles fugiram sem levar nada porque uma pessoa que estava no prédio se assustou, saiu correndo e informou sobre o crime a um policial militar que passava pela rua.
Os três fugiram em um VW Parati que foi abordado o pátio de um posto de combustíveis na avenida José Ferreira Batista. Oliveira estava com um revólver calibre 32 municiado e tentou fugir correndo, mas foi alcançado e preso.
Condenados
Os dois réus foram condenados em primeira instância, em julho de 2018, a 3 anos e 8 meses de prisão por tentativa de roubo e corrupção de menor, devido à participação do adolescente no crime. O regime inicial determinado foi o semiaberto.
Houve recurso das defesas ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que reduziu as penas e determinou o regime aberto para o restante do cumprimento das penas, já que eles estavam presos desde o flagrante. A decisão é de 1º de julho de 2019.