Polícia

Dona de ‘bar’ em Araçatuba é presa por exploração sexual

Policiais do GOE flagraram adolescente de 17 anos no local; acusada disse que pensou que a jovem era maior de 18 anos

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
05/02/20 às 16h52

A dona de um bar em uma região de chácaras na zona norte de Araçatuba (SP), nas imediações da rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463), foi presa na tarde desta quarta-feira (5) por exploração sexual.

No estabelecimento dela, equipe do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil encontrou uma adolescente de 17 anos, que revelou que estava no local para fazer programas sexuais.

O Hojemais Araçatuba apurou que houve denúncia de que no estabelecimento, que de acordo com a polícia é uma casa de prostituição, haveria mulheres em cárcere privado.

No local, os investigadores encontraram o portão da propriedade aberto e havia quatro mulheres. O estabelecimento também estava com as portas e janelas abertas, descaracterizando o crime de cárcere privado.

Entretanto, ao consultar a documentação de uma das moças que estava em um dos quartos, os policiais constataram que ela tem 17 anos de idade.

Segundo a polícia, a garota declarou que estava no estabelecimento para fazer programas sexuais e cobrava R$ 150,00 pelo programa. Desse valor, R$ 50,00 seria para a dona do local.

Presa

A proprietária do estabelecimento chegou ao local durante a abordagem policial e, questionada, alegou acreditar que a adolescente tinha mais de 18 anos.

Os investigadores conseguiram contato com a mãe da jovem, que ficou revoltada ao saber onde a filha dela estava.

De acordo com a mulher, a moça saiu de casa dizendo que passaria alguns dias na casa do namorado, em Araçatuba.

A adolescente e a proprietária do estabelecimento foram apresentadas no plantão policial. A jovem deve ser liberada aos familiares após o registro do boletim de ocorrência, enquanto a acusada deve ser indiciada por exploração sexual.

Reincidente

Segundo a polícia, ela já respondeu criminalmente outras quatro vezes pelo mesmo crime e foi detida uma vez por tráfico de drogas.

Desde 2014, a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes é considerada crime hediondo, como a prática de favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável.

A pena é de 4 a 10 anos de prisão, cumprida em regime fechado e não admite fiança.

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