Polícia

Justiça concede liberdade provisória a mulher acusada de matar o marido em Araçatuba

Acatou pedido do Ministério Público, que requereu novas diligências à Polícia Civil antes de decidir sobre denúncia

Agência Trio Notícias
09/01/26 às 10h05
Crime aconteceu no apartamento onde o casal morava (Foto: Divulgação)

A Justiça de Araçatuba (SP) acatou pedido do Ministério Público e concedeu a liberdade provisória a uma mulher de 24 anos, acusada de matar o marido dela, em 20 de dezembro de 2025, com uma facada no peito, no apartamento onde o casal morava.

Conforme divulgado, o promotor Adelmo Pinho entendeu que por enquanto os elementos apresentados pela Polícia Civil no inquérito não autorizam o oferecimento da denúncia e pediu a realização de novas diligências.

Assim, ele manifestou pela concessão da liberdade provisória à indiciada, que deverá comparecer a todos os atos do processo; está proibida de se ausentar da comarca por mais de oito dias; e não poderá frequentar bares ou similares onde se venda ou forneça bebida alcoólica, sob pena de revogação do benefício.

Caso

Conforme divulgado, no início daquela tarde de sábado, policiais militares foram chamados no condomínio no bairro Vila Aeronáutica e encontraram a mulher com escoriações leves no corpo e no rosto. Ela alegou que estava com a filha de 4 anos de idade no colo quando foi agredida pelo marido.

Ainda de acordo com a investigada, ele a teria enforcado durante uma discussão, por isso, ela correu até a cozinha e pegou uma faca. Quando o marido avançou novamente para atacá-la, ela desferiu um golpe com a faca no peito dele.

Lemos foi atendido no local por equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado para o pronto-socorro da Santa Casa, mas morreu na madrugada seguinte.

Presa

A mulher foi presa em flagrante e teve a prisão preventiva decretada durante a audiência de custódia. Na ocasião, a Justiça levou em consideração relatos da polícia de que imagens de câmeras de monitoramento mostram o casal apenas discutindo verbalmente momentos antes do crime, quando estava no hall do prédio onde morava.

Ainda de acordo com a decisão, o uso de uma arma branca para desferir golpe no tórax da vítima revelaria uma desproporcionalidade entre a suposta provocação e a resposta dada. Isso afastaria o preenchimento imediato dos requisitos para a legítima defesa.

A liberdade provisória foi concedida ainda na quinta-feira (8) e foi determinada a expedição do alvará de soltura, que seria encaminhado à penitenciária de Tupi Paulista, onde ela aguardava decisão da Justiça.

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