O pecuarista de 40 anos investigado por atropelar e matar um ciclista na noite do último sábado (29) em Birigui (SP), se apresentou à polícia nesta sexta-feira (4) para dar a versão dele sobre o ocorrido. Segundo os bombeiros, ele deixou o pronto-socorro antes da chegada da polícia e apresentava sinais de embriaguez, mas o investigado nega que tivesse ingerido bebida alcoólica naquele dia.
O atropelamento aconteceu por volta das 20h30, na rua Felipe Elias Bucharles, que é um acesso à avenida Antonio da Silva Nunes. Rodrigo Pereira da Silva, 43, chegou a ser levado para o pronto-socorro de Birigui, mas não resistiu aos ferimentos.
O investigado contou em depoimento que conduzia a caminhonete da mãe dele e voltava de Araçatuba, onde teria estado a trabalho. Ele alegou que esteve na casa dos pais dele das 12h30 às 19h30, para uma reunião que aconteceria frequentemente com a família.
Segundo o pecuarista, nesse período ele não ingeriu bebida alcoólica nem fez uso de entorpecentes em momento algum, pois voltaria dirigindo o carro com a esposa e filhas.
Chuva
Ele contou que voltou para a casa dele em Birigui pela rodovia Marechal Rondon (SP-300), depois acessou a Gabriel Melhado (SP-461), de onde ingressaria na avenida Antônio da Silva Nunes. Na versão dele, quando fazia uma curva pela rua Felipe Elias Bucharles, deparou-se com o ciclista pela contramão de direção, no meio da via.
Segundo o pecuarista, o asfalto estava molhado e o local onde ocorreu o atropelamento não possui iluminação suficiente que permitisse identificar qualquer veículo antecipadamente, principalmente por ser uma curva muito fechada.
O pecuarista disse que acredita que seguia a 50 quilômetros por hora na curva, mas não se recordava qual a velocidade exercia antes da curva onde ocorreu o atropelamento. Ele alegou que tentou desviar ao ver a bicicleta para evitar uma colisão frontal, porém, a caminhonete derrapou e bateu lateralmente com a bicicleta, vindo a bater em uma árvore em seguida.
Socorro
Em depoimento, o investigado alegou que ao sair do veículo viu que a vítima estava desacordada e na sequência surgiu uma pessoa de moto. Ele teria pedido a esta pessoa que acionasse o resgate e permaneceu aguardando o socorro.
Nesse período ele teria feito contato com a esposa para avisá-la sobre o ocorrido e em nenhum momento foi agredido ou ameaçado pelas pessoas que se aglomeravam pelo local. O resgate teria atendido primeiro o ciclista e ele teria sido levado de ambulância para o pronto-socorro de Birigui, acompanhado da esposa.
Demora
O investigado disse à polícia que passou pela triagem, mas o único médico atendia somente as emergências. Devido à demora, ele alegou que decidiu ir embora, avisando um homem que estaria na recepção.
A ideia inicial era procurar atendimento no Hospital Unimed de Araçatuba, para onde estaria sendo levado pelo sogro. Porém, no caminho ele teria recebido uma ligação do pai dele, informando que acionaria os médicos da família, que teriam realizado atendimento pelo aplicativo WhatsApp.
O pecuarista disse que soube da morte do ciclista apenas no dia seguinte, pela imprensa, e não fez contato com a família da vítima. Por fim, afirmou estar muito abalado com o ocorrido e após o atropelamento teria ficado sentado na sarjeta, chorando.
Investigação
O delegado Eduardo Lima de Paula, informou que por enquanto não é possível informar sobre o indiciamento, pois é preciso aguardar a emissão dos laudos de perícia e do exame necroscópico do corpo da vítima. Um inquérito já foi instaurado e o caso segue em investigação.
