O médico Carlos Mori, que é diretor técnico da Santa Casa de Araçatuba (SP), explicou que é incomum um projétil disparado por arma de fogo parar no osso, como aconteceu com o homem de 33 anos baleado na tarde de domingo (23), em um homicídio e uma tentiva de homicídio.
Segundo o boletim de ocorrência, a equipe médica que atendeu o paciente informou à polícia que o projétil disparado parou em uma costela e ele não corria o risco de morrer em função dos ferimentos. Já o sogro dele, que foi atingido por dois disparos no rosto, morreu no local.
“Não é comum ocorrer isso, porém é possível. Se não fosse o alojamento do projétil em arcos costais, as consequências provavelmente seriam gravíssimas ou até mesmo fatais” , explicou em nota da assessoria de imprensa em resposta a e-mail do Hojemais Araçatuba .
Ainda de acordo com o médico, não existe estatística exata sobre ocorrência do tipo. “Podemos dizer que é sorte, ou para quem possui fé, intervenção divina” , acrescentou.
O hospital não dá informações sobre o atendimento prestado a vítimas de tentativa de homicídio, como forma de preservar a segurança do paciente. Por isso não foi informado o quadro clínico e a evolução do tratamento prestado a ele.
Caso
O caso aconteceu na rua Pacaembu, no conjunto habitacional Taane Andraus. Wellington José dos Santos, 54 anos, foi morto com dois tiros na boca. O acusado dos crimes é um ex-genro dele, que tem 37 anos.
A enteada de Santos contou à polícia que conviveu com o acusado e tem com ele uma filha de 3 anos. Ainda na versão dela, o casal havia rompido o relacionamento há cerca de quatro meses, mas apesar de ela ter medida protetiva, ele sempre ia à casa dela para ver a filha.
No domingo, ao visitar a menina, o investigado teria encontrado o atual namorado dela e eles teriam discutido. Ele teria deixado o imóvel e retornado mais tarde, acompanhado do irmão, em uma moto.
Tiros
Armado com uma pistola calibre 9 milímetros, o acusado teria feito vários disparos, que causaram a morte do ex-sogro e feriram o atual namorado da mãe da filha dele. Após os crimes ele deixou o local acompanhado do irmão, levando a filha do casal.
A criança foi encontrada posteriormente na casa do irmão do investigado. Apesar das buscas, nenhum dos dois suspeitos teriam sido localizados até a noite deste domingo.
Segundo a polícia, a arma usada pelo investigado estaria registrada no nome da ex-companheira dele.
