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Novo Enem: MEC sugere que questões discursivas correspondam a 25% da nota

O MEC (Ministério da Educação) apresentou o relatório final sobre o Novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e informou que a nova proposta para o exame tem como base a implementação do Novo Ensino Médio.

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12/04/22 às 15h00

O MEC (Ministério da Educação) apresentou o relatório final sobre o Novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e informou que a nova proposta para o exame tem como base a implementação do Novo Ensino Médio. Na entrevista coletiva, o então ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que:

"O Enem precisa acompanhar a evolução da educação brasileira, das avaliações internacionais e a reforma do Ensino médio e valorizará ainda mais a capacidade de reflexão e análise, além de contemplar a flexibilidade curricular. Os estudantes que escolherem o ensino técnico também estarão mais próximos do ensino superior".

O Novo Enem será composto por questões discursivas e de múltipla escolha. Veja, a seguir, como a prova será estruturada a partir de 2024.

Entenda como o Novo Enem foi formulado
De acordo com o Ministro da Educação, a formulação do Novo Enem foi construída por um Grupo de Trabalho constituído por ele em 2021. O Grupo é composto por representantes da sociedade civil e de órgãos como o CNE (Conselho Nacional de Educação) e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

O Novo Enem será implementado em 2024, ano em que o Novo Ensino Média estará 100% estabelecido nas escolas. O novo modelo contempla duas etapas: a formação geral básica e a opção dos itinerários formativos dos estudantes.

De acordo com o MEC, a primeira reforça a integração das áreas de conhecimento e vai avaliar a capacidade do estudante para se posicionar sobre temas relevantes do mundo atual. Já a segunda etapa terá como base na graduação que o candidato pretende cursar e no itinerário formativo que escolheu no Ensino Médio.

Como será o Novo Enem?
Segundo o MEC, o Novo Enem será composto por questões de caráter interdisciplinar, sendo questões discursivas e de múltipla escolha.

Veja como será o Novo Enem:

1ª etapa: os candidatos responderão questões de formação básica geral, seguindo os conteúdos da BNCC (Base Nacional Comum Curricular). De acordo com o órgão, essa etapa será composta por questões discursivas, incluindo a redação, e será responsável por 25% da nota final. Além disso, o MEC ressaltou que essa etapa deverá dar maior ênfase à Língua Portuguesa e à Matemática. Em relação à Língua Inglesa, o MEC afirmou que as questões serão integradas com outras áreas do conhecimento. Então, em uma questão de História, o texto de apoio pode aparecer em inglês.

2ª etapa: os estudantes responderão questões de acordo com a área de conhecimento escolhida no ato da inscrição. Nessa etapa serão cobradas questões mais específicas aos candidatos. A segunda etapa será dividida em quatro blocos, que correspondem a uma combinação de duas áreas de conhecimento. 

De acordo com o MEC, cada bloco será composto por duas partes, sendo que uma representa o eixo de Investigação Científica, e outra que representa eixos de Processos Criativos, Mediação e Intervenção Sociocultural, Empreendedorismo, nomeados de Projetos e Processos de Intervenção Social.

Fonte: MEC

No ato da inscrição, o estudante deverá escolher apenas um bloco de questões para ser avaliado.

Bonificação das notas
Os estudantes de Cursos Técnicos de Nível Médio poderão receber bonificação na nota final do Enem, desde que o diploma tenha relação com o curso superior pretendido. Mas, segundo o MEC, essa será uma decisão da instituição de ensino superior. 

Programas de acesso ao Ensino Superior
Os programas Sisu (Sistema de Seleção Unificada), Programa Universidade para Todos Prouni (Programa Universidade para Todos) e o Fundo de Financiamento Estudantil Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) serão adaptados de acordo com as mudanças do Enem. Segundo o MEC, o candidato que zerar a redação não poderá concorrer a uma vaga nos programas do governo.

O Ministério da Educação ressaltou ainda que as universidades terão autonomia para selecionar os candidatos em seus cursos de graduação, como atribuir nota mínima na primeira etapa e pesos diferentes nos blocos da segunda etapa do exame.

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