A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto (SP), em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo (SP), começou nesta semana o processo de seleção dos pacientes para o estudo clínico da terapia celular CAR-T Cell. Em dezembro, o Ministério da Saúde liberou R$ 100 milhões para a pesquisa da técnica que usa as próprias células de defesa do paciente modificadas em laboratório para combater o câncer no sangue.
De acordo com Rodrigo Calado, diretor-presidente do Hemocentro de Ribeirão Preto, a terapia desenvolvida na USP e no Hemocentro de Ribeirão Preto muda a perspectiva de vida de pessoas que lutam contra a leucemia linfoide aguda de células B e o linfoma não Hodgkin de células B.
“Os 20 pacientes que nós já tratamos até o momento eram pacientes que não tinham mais nenhuma opção terapêutica. Eles já tinham passado por todos os outros tipos de tratamento anteriormente e a doença continuava. Esses pacientes, então, ficaram livres da doença. Isso abre uma perspectiva muito favorável para pessoas que já não têm mais nenhuma perspectiva terapêutica”.
