A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) implantou neste início de ano letivo o projeto piloto do programa Escolas Mais Inclusivas em 75 unidades de ensino.
Por meio da iniciativa, essas escolas receberão investimento de R$ 1 milhão, que será destinado a ações específicas de inclusão, como projetos pedagógicos e acessibilidade.
Para implantação do projeto piloto do programa Escolas Mais Inclusivas, a Seduc-SP selecionou, em localidades estratégicas, unidades de ensino que serão centros de referência em boas práticas de educação inclusiva. O objetivo é promover discussões entre as equipes especializadas, promover diretrizes e tornar as mudanças mais claras para aplicação em toda a rede.
“O objetivo é que a pasta consiga reproduzir as experiências exitosas em toda a rede nos próximos anos. Com o projeto piloto, poderemos acompanhar de forma mais próxima e efetiva o que tem sido feito em caráter pedagógico e para o desenvolvimento integral desses alunos, para que, posteriormente, possamos replicar a iniciativa para todas as unidades da rede”, comenta Paula Oliveira, consultora da Secretaria da Educação para projetos de educação inclusiva. Segundo ela, em março deste ano o projeto piloto deve abarcar mais 25 unidades, além das 75 já existentes.
Tradição em inclusão na RMSP
Uma das unidades modelo do programa Escolas Mais Inclusivas é a Escola Estadual Origenes Lessa, localizada em Diadema, na região metropolitana de São Paulo. A diretora da unidade, professora Angela Maria Brasília Henriques, comenta a escolha da unidade de ensino para integrar o projeto piloto: “Na nossa unidade, a sala de recursos está bastante consolidada, com 19 anos desde a sua criação. A inclusão de alunos com deficiência faz parte do nosso cotidiano, o respeito e troca entre nossos alunos costuma imperar”, afirma a diretora.
Angela ainda afirma que, na escola, os alunos com deficiência são incentivados a serem protagonistas de seus estudos. “Estamos sempre incentivando nossos estudantes e eles costumam brilhar. Por exemplo, entre os alunos com deficiência nós temos o Geovanne Amorim Farias, um atleta paralímpico que já tem uma lista considerável de conquistas na modalidade”, avisa.
