2020 é um ano de transformações para o professor André Ricardo Lopes que aos 46 anos resolveu lançar-se na política. Ao longo de sua vida ele ajudou a milhares de alunos a darem os primeiros passos na música, um trabalho que se confunde com a própria história do Conservatório Musical de Andradina, um local que é um dos maiores centros de referência em defesa da cultura municipal através do ensino musical.
“Entrei no conservatório em 1991, com 16 anos eu comecei a dar aula. Em1995 começamos as Sextas Musicais que levou Andradina a valorizar cada vez mais a musica”, afirmou.
Nos anos 90, atravessando as décadas seguintes, as Sextas Musicais promovidas pelo conservatório, mostrava o talento dos alunos e era sempre abrilhantada pela apresentação dos “Os Caras”, uma banda de rock formada por professores. André era um desses “caras”, uma verdadeiro exemplo de dedicação e respeito.
Premiado em festivais de música em várias cidades do Brasil, ele tem uma carreira de
29 anos como músico profissional Coordenador do Conservatório. Em 2018 gravou em Aracatuba o CD “TON” disponível nas plataformas Spotify, Deezer, Apple Music.
“Tenho uma missão entrando na política e ela passa pela cultura e a música, que são ferramentas, aliadas a educação, capazes de mudar vidas pelo conhecimento e inspiração”, afirma.
André ainda teve tempo para organizar uma associação cultural que esta unificando as ações na cidade, independentemente do poder público. “A associação nasceu da necessidade de atender o poder público que devolve muita grana para União, porque não usa, não tem quem se adéqua aos protocolos de incentivo a cultura. Então lá a gente reuniu muitos a dança, o hip hop, das páginas de internet de cultura aqui da cidade e todas as vertentes culturais presentes na cidade. A associação tá bombando”, disse.
Fé
André é pastor na igreja El Shadai da Restauração, e está ajudando muito na parte social com um trabalho de visita as praças aos sábados. É comum vê-lo tomando café com os moradores de rua e pregando a palavra. “Fazemos muito encaminhamentos para a Camor, que foi fundada pela minha família e a Dona Jail Brasil da Silva que também fundaram a AMA (Assistência Metodista Andradinense), que por décadas manteve uma creche no Benfica, onde também haviam cursos d piano, dança e cursos profissionalizantes. Ali eu era voluntário.
“Estamos bem preparados na área social pra poder usar a arte na recuperação dos jovens, nosso projeto é poder levar a periferia a arte e empregabilidade. Mario Celso está dando todo apoio para levarmos cursos profissionalizantes a partir dos 14 anos, pois tem o Estatuto da Criança e do Adolescente que abaixo disso não permite trabahar, ma a arte pode chegar a qualquer idade”, disse.
Esse premiado andradinense no mundo da música é casado com Daiana Brandão Lopes e é o pai da Maria Brandão Lopes, Maitê Brandão Lopes e Moisés Brandão Lopes.