As eleições municipais de 2024 se aproximam, e com elas surge novamente um reflexo da desigualdade de gênero na política brasileira.
De acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres representam 52,4% do eleitorado brasileiro, somando cerca de 81,8 milhões de eleitores aptos a votar.
Apesar dessa maioria nas urnas, a participação feminina nas candidaturas políticas ainda é consideravelmente inferior.
Em um cenário nacional onde 155 mil candidaturas femininas foram registradas, comparadas a 301.310 candidaturas masculinas, a disparidade é evidente. Esses números mostram que, mesmo sendo maioria no eleitorado, as mulheres enfrentam barreiras significativas para alcançar o mesmo nível de representatividade que os homens na política.
A situação se repete na região de Andradina. Na cidade, dos três candidatos a prefeito, todos são homens: Jamil Ono, Mário Celso Lopes e Messias de Almeida. Quando se trata das candidaturas ao cargo de vereador, 65% são homens e apenas 35% são mulheres. Esses números contrastam com o perfil do eleitorado local, onde 53% são mulheres. Uma inovação nesse ano, foi o Partido Solidariedade que trouxe mais candidatas mulheres do que homens, 9 mulheres e 7 homens, mas mesmo assim, as mulheres ainda são minorias.
O município de Castilho apresenta um panorama semelhante, com seis candidatos a prefeito, dos quais apenas uma é mulher: Fátima Nascimento. A desproporção também se manifesta entre os candidatos a vereador, onde 67% são homens. Em Castilho, 51% do eleitorado é feminino, mas essa maioria não se reflete nas candidaturas.
A falta de representatividade feminina nas candidaturas políticas é uma questão que persiste, mesmo com as cotas de gênero estabelecidas por lei. O desafio para as mulheres que buscam espaço na política é grande, e a sub-representação em cargos eletivos mostra que ainda há um longo caminho a percorrer para equilibrar a balança.
Com as eleições marcadas para os dias 6 de outubro, as listas de candidatos ainda podem sofrer alterações. As informações completas sobre os candidatos estão disponíveis no site do TSE, incluindo nomes, números de urna, partidos e a situação de cada candidatura.
O eleitorado feminino, que já se estabeleceu como maioria, pode ser um fator decisivo nas eleições deste ano. No entanto, para que essa maioria também se reflita nos cargos eletivos, é necessário que as barreiras que impedem a maior participação feminina na política sejam quebradas.
