Mostrar o número de vitórias, derrotas e títulos conquistados apenas quantificaria a vida de qualquer esportista, mas, para falar de Pedrinho Bentivóglio nós temos de ir um pouco além. Conhecer um pouco de sua vida ajuda a entender sua grande paixão pelo esporte e a sua história com os Jogos Regionais.
Foi ele um dos que mais vestiu a camisa dos Jogos Regionais, com passagens como atleta, pai de atleta, e peça fundamental para trazer os jogos para Andradina com a realização de duas edições entre as melhores avaliadas no Estado de São Paulo.
Ele é um esportista nato e já participou em todas as etapas da vida em várias modalidades, desde o basquete, passando pelo futebol e até mesmo no motocross. Por isso não estamos falando de um organizador político, nem figura retratada no telejornalismo. Pedrinho é “multiuso”, da cabeça organizadora, solucionador de problemas e “pé de boi” na hora do trabalho duro. Estas são algumas das credenciais que resumem em uma história de verdadeira devoção ao esporte.
“Quando enfim conseguimos trazer os jogos para Andradina a primeira coisa que pensei foi: "Meu Deus o que eu estou arrumando para minha cabeça” - A cidade não via um desafio deste porte há décadas e a única coisa que tínhamos certeza era do imenso trabalho e preocupações que vinham pela frente. E tudo de pesado que arrastávamos foi transformado quando entrou a primeira delegação no estádio. Eu caí aos prantos. Precisava daquilo, mostrar para minha cidade o que são os Jogos Regionais”, conta.
Pedrinho lembra que o sucesso dos jogos em Andradina criou uma notoriedade que projetou o nome da cidade no cenário esportivo estadual. “Se você perguntar hoje onde os atletas querem os Jogos Regionais, eles vão responder: em Andradina. Os Jogos Regionais 2020 serão em Araçatuba e eles já pediram a nossa ajuda”, afirma.
O grande sonho de Pedrinho é trazer para Andradina os Jogos Abertos do Interior. “Ao invés de cinco mil pessoas da região, você tem seis mil dos melhores esportistas do Estado, são os primeiros colocados de todos os regionais realizados”, explica.
Para o feito, Andradina tem toda estrutura suficiente para realizar os jogos e recepcionar visitantes. “O que quero é que o Estado enxergue aqui, em Andradina, a competência e potencial para sediar os Jogos Abertos, pois até hoje eles aconteceram em cidades grandes. Somos uma cidade pequena com estrutura. Andradina vai pegar fogo”, diz Pedrinho.
Uma passagem que marcou para Pedrinho foi ao encontrar uma senhora na rua e ela veio agradecer pelos Jogos. “Perguntei o porque do agradecimento e ela respondeu que a filha era manicure e tinha aumentado a clientela, pois as meninas iam ver os jogos de unhas feitas. Isso me emociona e me motiva a lutar sempre pelo Esporte”.
Os verdadeiros herois dos Jogos
Mesmo sendo uma das figuras estratégicas na organização dos jogos, Pedrinho se sente à vontade ao lado dos “laranjinhas”, equipe “pau pra toda obra” montada no sistema de voluntariado que são, segundo ele, o verdadeiro corpo realizador por traz dos jogos regionais. “Temos que nos render ao trabalho desses voluntários. Eles não passaram desapercebidos trabalhando como formigas organizadas levando o peso dos jogos nas costas. A eles se deve todo o respeito pelo trabalho lindo que desenvolveram nestas duas edições”, garante.
Pedrinho conta que “todos os dias durante a realização dos Jogos, os “Laranjinhas” chegavam às 7 horas da manhã na frente do ginásio de esporte, onde tomávamos café para iniciarmos os trabalhos. Montávamos e desmontavam todo dia, em todas as quadras. Eu colocava dois ou três assessores, cada um era responsável por uma quadra e tudo funcionava perfeitamente. A equipe dos laranjinhas foi essencial, acima de todas as outras", finaliza.
E assim, o respeito que Pedrinho tem pelo Esporte está sendo passado para diversas pessoas que, hoje, veem o Esporte de outra forma.