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Mudanças no Regulamento da Libertadores Feminina e Novo Formato do Torneio

A Conmebol anunciou mudanças na Libertadores Feminina que podem ampliar o calendário, aumentar o número de clubes e fortalecer os direitos de mídia. Entenda o novo formato, impactos no futebol feminino e crescimento da competição na América do Sul.

Divulgação
26/02/26 às 07h21

A mudança do regulamento da Libertadores Feminina 

Nos últimos anos, o futebol feminino sul-americano deixou de ser promessa para se tornar realidade em expansão. Impulsionada por maior investimento, visibilidade internacional e crescimento das categorias de base, a modalidade vive um momento de transformação no continente. 

É nesse cenário que a Conmebol , comandada por Alejandro Domínguez, presidente paraguaio que completou seus 10 anos no cargo, anunciou que planeja grandes mudanças para a Libertadores Feminina.

Às vésperas da primeira edição da Copa dos Campeões Feminina, torneio que resgata o modelo do antigo Mundial de Clubes e que terá o Corinthians como representante sul-americano em Londres, a entidade sul-americana celebra os avanços conquistados na última década.

Como funciona o torneio

A Copa Libertadores da América Feminina é uma das principais competições de clubes do futebol feminino sul-americano. Tradicionalmente, o torneio é disputado ao longo de aproximadamente duas semanas, em sede única, modelo que concentra todas as partidas em uma mesma cidade ou país, favorecendo a logística e a organização do evento. 

Entre 2009 e 2014, o Brasil foi o país-sede em todas as edições. A partir de então, a CONMEBOL passou a adotar um sistema de rodízio, permitindo que outras nações da América do Sul também recebessem a competição, ampliando sua presença e relevância continental.

Atualmente, 16 clubes participam do torneio. Eles são divididos em quatro grupos com quatro equipes cada, que se enfrentam em turno único dentro da própria chave. Ao fim da fase de grupos, avançam para as quartas de final os dois primeiros colocados de cada grupo. A partir dessa etapa, o formato é eliminatório em jogo único: quem perde é eliminado, enquanto o vencedor segue para as semifinais e, posteriormente, para a grande final.

Embora o novo formato ainda não tenha sido oficialmente detalhado, há uma intenção clara de ampliar o calendário da competição, diversificar as sedes durante o torneio e aumentar o número de clubes participantes. 

Essas mudanças visam fortalecer a visibilidade do futebol feminino no continente, proporcionando maior exposição midiática, crescimento do público nos estádios e mais engajamento nas transmissões. Com isso, cria-se também um ambiente mais atrativo para patrocinadores e parceiros comerciais, impulsionando investimentos na modalidade.

Essas mudanças no calendário impactam os aplicativos de apostas, que trouxeram entretenimento, oportunidade de patrocínio para os tempos - movimentando a economia brasileira - e até serviram como “inspiração”, aumentando a solicitação dos atletas.

Direitos de mídia e programação dos jogos

O planejamento do calendário dos jogos conta muito para que todos possam acompanhar as partidas e, cada vez mais, o esporte cresça. Os horários de exibição e a qualidade de transmissão são definitivos para isso, assim como para que as ativações de patrocínio em todas as plataformas funcionem. Em 2025, a transmissão da Libertadores Feminina foi realizada por diversas plataformas como Globo, Bandsports, Canal GOAT, CazéTV, Meu Timão, NSports e PlutoTV. 

Além disso, a Conmebol tem trabalhado para consolidar e ampliar seus acordos de direitos de mídia no Brasil e na América do Sul: em dezembro de 2025, foi oficializada a renovação dos contratos de transmissão da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana com a Globo e a ESPN para o ciclo de 2027 a 2030, garantindo continuidade da transmissão dos principais jogos continentais tanto na TV aberta (com exclusividade da Globo para a Libertadores) quanto na TV paga e nas plataformas de streaming (com ESPN e outros pacotes) a partir de 2027.

A influência da Conmebol no futebol feminino das Américas

Mais oportunidade, força comercial e equilíbrio competitivo foram conquistados ao longo de uma década para o futebol feminino.

  • O investimento cresceu 198%;
  • + 20 mil novas meninas começaram a praticar o esporte;
  • Mil treinadoras se formam nos programas de especialização da Conmebol por ano, em média;
  • A participação da equipe feminina das vezes que quisessem participar da libertadores, a partir de 2019, se tornou obrigatória;
  • O regulamento de licenças de clubes no futebol feminino foi publicado em março de 2020.

Comprometer-se com a qualidade, a regulamentação e o investimento no futebol feminino é uma responsabilidade da entidade. A organização dos torneios - divulgação do calendário final, procedimentos de sorteio, programação de detalhes - é necessária, bem como o apoio consistente dos torcedores, patrocinadores e específicos que ajudam a transformar o esporte, conferindo mais profissionalismo aos atletas, sustentabilidade dos clubes e melhorando a experiência dos fãs em toda a América do Sul.

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