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A segurança e a previsibilidade de um investimento são fatores essenciais para quem está começando a investir e para investidores de perfil conservador, que não estão dispostos a correr muitos riscos em prol de um alto potencial de retorno.
Investimentos de alta segurança e boa rentabilidade são ideais para quem busca
equilíbrio
entre proteção e crescimento do patrimônio. Nesse sentido, o
Tesouro Prefixado
, os CDBs e as debêntures destacam-se como opções sólidas e acessíveis.
Neste artigo, vamos apresentar as opções de investimento mais adequadas para quem prioriza a segurança, mas não abre mão de uma boa rentabilidade.
Este conteúdo não é uma recomendação de investimento.
Tesouro Prefixado: segurança com previsibilidade de retorno
O Tesouro Prefixado é uma das modalidades dos títulos do Tesouro Direto emitidos pelo Governo Federal, emissor considerado de baixíssimo risco por causa da sua capacidade de arrecadação e de realizar pagamentos.
Ao investir em títulos do Tesouro Prefixado, o investidor sabe exatamente quanto vai receber no vencimento, pois sua rentabilidade é previamente definida. Essa previsibilidade atrai muitos investidores que prezam pela segurança do patrimônio.
Existem duas modalidades de Tesouro Prefixado: uma com pagamento de juros semestrais, ideal para quem deseja gerar renda passiva, e outra com pagamento integral no vencimento do título.
CDBs (Certificados de Depósito Bancário): variações e oportunidades no mercado bancário
Os CDBs, por sua vez, são títulos de dívida emitidos por bancos como forma de financiar suas operações, como crédito e empréstimos. Ao comprar um desses títulos, o investidor se torna credor da instituição bancária e é remunerado com o valor investido acrescido de juros.
No que diz respeito à rentabilidade, os CDBs podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos. No caso do prefixado, a rentabilidade é fixa e conhecida no momento do aporte, trazendo retornos mais previsíveis. Já no pós-fixado, a rentabilidade acompanha algum indicador de mercado, sendo o mais usado o CDI.
Há, ainda, o CDB híbrido, que combina taxa de juros prefixada com variação atrelada à inflação, sendo uma alternativa interessante para proteger o poder de compra do capital.
Existem CDBs de liquidez diária, que podem ser resgatados a qualquer momento, e CDBs no vencimento, cujo resgate só pode ser feito na data do vencimento do título. A escolha deve ser feita com base nos objetivos financeiros: se a construção de uma reserva de emergência ou a acumulação de patrimônio.
Debêntures: como funcionam e quais oferecem menor risco
As debêntures são títulos de dívida gerados por empresas (e não por instituições financeiras) para, por meio de investidores diretos, captar recursos.
Quando adquire uma debênture, o investidor empresta dinheiro para a empresa e, em troca, ela se compromete a pagar juros periódicos e devolver o valor investido no final do prazo combinado. É uma forma de renda fixa privada, parecida com os CDBs dos bancos, mas com um emissor corporativo.
Trata-se de uma operação um pouco mais arriscada, pois, ao contrário do CDB, não tem proteção do FGC e gera risco de crédito. No entanto, ainda é uma alternativa de renda fixa bastante segura, ideal para quem busca equilíbrio entre proteção do patrimônio e bons rendimentos.
Comparação de rentabilidade e liquidez entre as opções
Entre as opções apresentadas, as debêntures costumam oferecer o maior retorno possível, mas com menos liquidez e um pouco mais de risco. Elas são boas alternativas para investimentos de longo prazo e projetos isentos de IR.
O CDB com liquidez diária, como o nome sugere, é um investimento de alta liquidez, ideal para a construção de reserva de emergência, mas que pode ter rentabilidade menor, enquanto o CDB no vencimento costuma apresentar rentabilidade mais alta, mas tem baixa liquidez, pois só pode ser resgatado no vencimento do título.
Já o Tesouro Prefixado conta com rentabilidade previsível e satisfatória, e é ideal para quem pode segurar até o vencimento. Vale lembrar que para ter sucesso nos investimentos, é essencial alinhar a estratégia ao perfil de risco do investidor e aos objetivos financeiros. Dessa forma, é possível obter melhores resultados dentro das expectativas.