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5 Perguntas frequentes sobre métodos contraceptivos

Os métodos contraceptivos não servem somente para evitar a gravidez, mas também ajudam os casais a escolherem em que momento desejam expandir suas famílias.

H+ Andradina
16/11/22 às 10h08

Devido a alta demanda destes produtos, a área médica desenvolveu diversas opções de métodos contraceptivos que vão desde comprimidos e injeções, ao DIU (Dispositivo Intra-uterino). Frente às inúmeras opções, é normal que homens e mulheres sintam-se confusos e que não saibam qual o mais indicado para cada caso.

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1.   O que é para que serve um método contraceptivo? 

Um método contraceptivo é todo medicamento ou dispositivo com função de prevenir gravidez e DST

Quando usado de forma correta, a probabilidade de gravidez é bem baixa. Deve-se levar em consideração que evitar a gravidez não é a única finalidade dos métodos contraceptivos. O uso de camisinha (feminina ou masculina) durante a relação sexual, por exemplo, elimina o risco de transmissão de DST (Doenças sexualmente transmissíveis) tais como gonorréia, herpes genital, hepatite B , sífilis, HIV, entre outras. 

Em alguns países, os métodos são distribuídos à população de maneira gratuita, como para camisinhas e alguns anticoncepcionais no Brasil. Complementando, há diversas campanhas, panfletos e práticas com médicos especialistas na área sobre a importância do uso de contraceptivos para reduzir a taxa de gravidez não desejada e contágios de DST. 

2.   Quais são os tipos de anticoncepcionais? 

Os métodos contraceptivos dividem-se em algumas categorias:  

Métodos hormonais

Estes usam hormônio para regular a ovulação de maneira a evitar a gravidez. As injeções e as pílulas anticoncepcionais entram nessa categoria. Os tipos de métodos contraceptivos hormonais são injeção, pílulas contraceptivas, adesivos, e anel hormonal.

Métodos de barreira

Estes métodos são pequenos artefatos que têm a função de evitar que o espermatozoide entre no útero. Nos casos em que a paciente não possa ou não queira usar os métodos hormonais, os métodos de barreira são uma boa opção. A camisinha, tanto a feminina quanto a masculina, os espermicidas e diafragmas são métodos de barreira. 

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Contraceptivos reversíveis de longa duração

O dispositivo intra-uterino encaixa-se nessa categoria. É um dispositivo que é inserido no útero para evitar que os espermatozoides cheguem no útero, evitando assim, a fecundação do óvulo. O DIU é um dos métodos mais recomendados  por sua baixa taxa de erro ou de falha. Há dois tipos de DIU, o de cobre e o hormonal. O de cobre funciona como barreira enquanto o hormonal libera hormônio periodicamente. 

3.   Como escolher o mais indicado? 

Esta é uma das perguntas mais frequentes entre mulheres que vão iniciar sua vida sexual ou que recentemente iniciaram. Esta pergunta é de extrema importância já que o mal uso dos anticoncepcionais pode causar desequilíbrios hormonais e, por sua vez, gerar consequências no longo prazo. 

O ginecologista é o profissional da saúde mais indicado para orientar sobre os métodos contraceptivos. É importante expressar o desejo de iniciar um método, sendo totalmente honesta com o médico. Querer evitar uma gravidez não deve ser motivo de vergonha, o importante é se cuidar. 

Existem diversos tipos e escolher o mais indicado não é uma tarefa fácil e rápida. Portanto, recomenda-se sempre que, antes de iniciar a usar um método contraceptivo, agendar e conversar com um ginecologista para que ele(a) possa revisar a história de saúde, os fatores de risco e estilo de vida para que possa aconselhar e, prescrever o método contraceptivo ideal para cada paciente. 

4.   Como funciona a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte é também chamada de anticoncepcional de emergência e sua função é bloquear a ovulação e dificultar a incidência de gravidez. Ela utiliza compostos hormonais concentrados e por curto período de tempo, nos dias seguintes da relação sexual. Diferente de outros métodos anticonceptivos, a pílula do dia seguinte tem indicação reservada a situações especiais ou de exceção, com o objetivo de prevenir gravidez inoportuna ou indesejada. 

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O modelo de contraceptivo de emergência mais utilizado é o que leva a combinação de  etinil-estradiol e levonorgestrel em 2 pílulas que podem ser tomadas ao mesmo tempo, ou com intervalo de 12 horas entre uma e outra. É válido ressaltar que ela não causa sangramento imediato e a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que 57% das mulheres que usam o anticoncepcional de emergência terão a menstruação seguinte ocorrendo dentro do período esperado, sem atrasos ou antecipações. 

Alguns dos efeitos colaterais da pílula do dia seguinte são cefaléia, náusea, vômitos, dor mamária e vertigem. 

5.   Como o DIU funciona e quanto tempo dura?

O DIU, abreviação para Dispositivo Intra-uterino, é um dispositivo flexível colocado no útero. Pode ser de duas formas, o DIU de cobre e o DIU hormonal, ou também conhecido como Mirena. 

O tipo hormonal trata-se de um modelo de dispositivo que realiza a liberação do hormônio chamado levonorgestrel. Este tipo é responsável por prevenir a gravidez impedindo a liberação do óvulo. Assim, tornando o muco cervical mais espesso e impedindo a subida de espermatozóides. Por conter hormônios, esse DIU tende a reduzir o fluxo menstrual e causar menos cólicas e pode ficar até 5 anos no útero. Após esse período deve ser trocado. 

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O DIU de cobre tem sua ação por meio de ionização, em que o cobre cria um ambiente hostil para a sobrevivência do espermatozóide. Consequentemente, impedindo que aconteça seu encontro com o óvulo e resulte em uma possível fecundação. Esse modelo de DIU pode ser mantido no útero por até 10 anos e como não envolve hormônios, pode resultar em um maior fluxo de sangue durante a menstruação, bem como cólica menstrual aumentada. 

Portanto, é indicado procurar um médico ginecologista e urologista para maiores informações sobre o melhor método contraceptivo a ser utilizado e a maneira correta a ser usado. 

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