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A mestre em Educação Selênia Silvia Witter de Melo sabe o caminho

‘Educar requer uma grande dose de paciência,sabedoria, amor, perseverança e coerência, para conseguirmos estabelecer limites sem podar a criatividade nem sermos autoritários em demasia, dar amor sem que com isto e em seu nome nos tornemos por demais permissivos, dar liberdade para que seja exercido o livre arbítrio de cada um, de modo que haja responsabilidade pelas escolhas e pelos atos praticados’, frisa a mestre em Educação, Selênia Silva Witter de Melo.

Lr1 - Andradina
31/05/16 às 07h27
A dirigente estadual de ensino, professora Selênia Witter (Divulgação)

‘Educar requer uma grande dose de paciência,sabedoria, amor, perseverança e coerência, para conseguirmos estabelecer limites sem podar a criatividade nem sermos autoritários em demasia, dar amor sem que com isto e em seu nome nos tornemos por demais permissivos, dar liberdade para que seja exercido o livre arbítrio de cada um, de modo que haja responsabilidade pelas escolhas e pelos atos praticados’, frisa a mestre em Educação, Selênia Silva Witter de Melo. A dirigente Regional de Ensino de Andradina sabe os caminhos e ratifica o ato e as ações que promove para um grupo de educadores, diretores, coordenadores, supervisores e principalmente àqueles que estão na linha de frente do saber: o professor.A VIDA

Selênia Silvia Witter de Melo nasceu em Castilho, filha de Eduardo Witter e Maria José de Souza Witter. O pai já falecido, era telegrafista da antida Rede Ferroviária Federal. Tem apenas um irmão, Sulhyvan Eduardo de Souza Witter, residente em Porto Velho. Seus avós maternos se mudaram para Castilho na década de 1950, povoando a cidade como lavradores e comerciantes (antigos armazéns). Os avós paternos migraram da Alemanha no período da segunda guerra mundial fixando residência em Bauru. É casada com Ademir Coelho de Melo e tem dois filhos: a doutora Karla Witter de Melo (residente no Hospital de Base de Brasília) e o analista de sistema Diego Witter de Melo (funcionário da UFGD)."Eu sempre estudei em escola pública, com exceção do cursinho pré-vestibular (cursava o Objetivo em Andradina) e fazia concomitantemente o 3º colegial (hoje 3º ano do ensino médio) no município de Castilho, na E.E. Dr Youssef Neif Kassab", diz SelêniaA VIDA NO CAMPO

"Durante a minha trajetória como estudante, houve um período de quatro anos, que morávamos na zona rural e a vida escolar era muito difícil, pois, eu e meu irmão, acordávamos de madrugada para freqüentar a escola na cidade, acompanhados por 20 crianças, de várias faixas etárias, da comunidade local. Nesta época já me fascinava o ato de ensinar, de construir o conhecimento junto com os meus amigos, eu era a “professorinha” daquela comunidade. Uma “responsabilidade” muito grande para uma menina de 13 anos, que cursava a 7º série", relembra ela.EDUCAR"Foi, então, que me interessei pela educação, principalmente escola pública, a vontade de trabalhar com crianças e jovens com muita dificuldade no dia a dia, mas com grandes habilidades e potencial de aprendizagem. Por me identificar muito com a natureza, equilíbrio homem e universo, cursei Biologia e Programa de Saúde, na Fundação Educacional de Bauru (hoje, Unesp de Bauru). Depois de formada fiquei um período, por opção, com os meus filhos, morávamos em São Paulo", conta.Em 1988, retornou a Castilho e começou a lecionar na E.E.Dr Youssef Neif Kassab e na EE Dr Augusto Mariani (Andradina)."No ano de 1988, voltei para Castilho e comecei a. Passei a conviver com alguns professores, que foram meus em outrora. No ano de 1993 prestei dois concursos públicos estadual para professor, um de Biologia e Programa de Saúde e outro de Ciências Físicas e Biológicas, fui aprovada nos dois e tomei posse, com acúmulo de cargo, na mesma unidade de ensino onde já lecionava.TEIMOSA‘Como uma virginiana teimosa, não me sentia satisfeita, poderia contribuir mais, além da função docente, busquei então, a função gestora de uma unidade de ensino, articulando projetos com a comunidade escolar e promovendo o desenvolvimento dos educando, sem permitir estereótipos. Foi quando no mesmo ano, 1994, após um período de 6 anos sem realização de concurso para Diretor de Escola, foi publicado o edital para o provimento de cargo do mesmo. Foi um dos dias mais felizes de minha vida, porque dias antes eu completara 5 anos de efetivo exercício no magistério e no ano anterior tinha concluído o curso de pedagogia. Portanto, então, tinha os requisitos básicos para me inscrever’, cita a professora.CONCURSO

‘Este concurso público para diretor de escola no Estado de São Paulo estava organizado em duas fases: A primeira era de conhecimentos gerais e no programa constava conhecimentos de língua portuguesa, literatura brasileira, literatura portuguesa, estatística, história, geografia e geopolítica. A segunda fase, de conhecimentos específicos na área da educação. A primeira fase era eliminatória e ocorreu no período de governo de Luiz Antônio Fleury Filho, foi uma fase difícil e dos quase 40.000 candidatos inscritos, só 8.000 foram classificados para a segunda fase’, comentou.O governo procurou de tora forma dificultar a realização da segunda fase. "Embora com vários elementos dificultadores impostos, fui uma das aprovadas dentre os 1.400 felizardos. A minha trajetória profissional sempre foi em escolas de Castilho e Andradina, como docente, vice-diretora e diretora. Iniciei como diretora na EE Maria Vera Quental, depois EE Francisco Teodoro e E.E. Dr Augusto Mariani, em Andradina."A Gestão na EE Dr Augusto Marini foi o objeto de minha pesquisa no curso de especialização da UFMS, campus de Três Lagoas, com o tema : O papel do Diretor, enquanto articulador da construção do projeto político-pedagógico da escola. Foi um período muito significativo da minha carreira profissional, pois além da especialização, fomos premiados em terceiro lugar no Estado de São Paulo com o Prêmio Referência em Gestão Escolar, conquistando alguns recursos para escola, além da quadra coberta. Esse prêmio foi à valorização de todo o trabalho em equipe: docente, funcionários, comunidades e o protagonismo do grêmio estudantil e diretores mirins que eram os CO_GESTORES da unidade escolar, coordenado pelo diretor", relembra.NOVOS DESAFIOS

‘Pensava que podia mais e me propus novos desafios, foi quando assumi a Supervisão da Regional de Andradina, no início de 2000, substituindo uma grande profissional que admiro muito e que para mim era uma referencia em Supervisão, a Professora Maria das Graças’. A partir daí estou completando 16 anos de Supervisão, dos quais 09 anos Nomeados como Dirigente Regional de Ensino. Desde 2007 quando nomeada Dirigente Regional, o Plano de Trabalho da Regional tem como ênfase o fator humano, a melhoria na infraestrutura das escolas, o cumprimento das metas estabelecidas para Regional e escolas, a qualidade da educação ofertada e o protagonismo juvenil, portanto algumas dimensões da Gestão são determinantes para o nosso trabalho: Gestão de pessoas, Gestão Pedagógica, Gestão financeira e Gestão de resultados.A dirigente destaca várias ações, como Plano de trabalho dos grêmios estudantis, Formação continuada dos profissionais da Regional, Eventos (festivais de Teatro, Clube da matemática, Gincana da matemática, Festival de musica popular brasileira, entre outros.

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