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As agriculturas orgânica e agroflorestal ampliam adesões entre os pequenos

 No começo do mês de novembro foi realizado um importante evento de troca de experiências e debates sobre as agriculturas orgânicas, agroflorestal e as sementes crioulas, que são aqueles desprovidas de qualquer tratamento artificial, como a modificação genética para suportar ataques naturais do meio ambiente, ou exceder em suas características originais para aumentar a produtividade.

ANDRADINA - NOROESTE RURAL
13/12/17 às 13h48
(NOROESTE RURAL)

 No começo do mês de novembro foi realizado um importante evento de troca de experiências e debates sobre as agriculturas orgânicas, agroflorestal e as sementes crioulas, que são aqueles desprovidas de qualquer tratamento artificial, como a modificação genética para suportar ataques naturais do meio ambiente, ou exceder em suas características originais para aumentar a produtividade.

 O envolvimento dos pequenos agricultores nesse tipo de atividade vem recebendo apoio do Centro Paula Souza, ligado à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Governo de São Paulo e também mantenedora das chamadas Escolas Agrícolas; 

 UNESP- Universidade Estadual Paulistas, campus de Ilha Solteira, além de técnicos da Fundação ITESP- Instituto de Terras do Estado de São Paulo, APTA- Agência Paulista de Tecnologias do Agronegócio e diversas associações de produtores. Participaram do curso e do dia de campo, servidores do Estado ligados à pesquisa, assistência técnica e extensão rural, além de produtores que já desenvolvem essa atividade nas regiões de Andradina, Jales, Dracena e Paulicéia.

 Mas embora a agricultura orgânica e as novas práticas para se eliminarem os resíduos e contaminações de agrotóxicos nos alimentos, sejam uma tendência mundial e uma nova exigência dos consumidores mais esclarecidos, elas ainda encontram forte resistência dos defensores da agricultura do agronegócio, que foca na alta produtividade e na utilização de fertilizantes químicos, maturadores, herbicidas e outros agrotóxicos.

 Para se ter uma ideia do grau de envolvimento ideológico nessa discussão, dentro dos próprios organismos estaduais, o assunto divide opiniões e gera rivalidades. Chegou ao conhecimento dos conferencistas, que um professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz- ESALQ em Piracicaba estava em vias de receber punição da reitoria porque estava defendendo as novas tecnologias naturais e de preservação das espécies vegetais, junto à pequenas comunidades de assentados.

 Uma das defensoras dessa agricultura alternativa é a doutora Raquel Fabbri Ramos, coordenadora de Projetos de Ensino Médio e Técnico do Centro Paula Souza. Ela compareceu ao encontro, preparado pela ETEC de Andradina, sob liderança do professor, doutor Leandro Barradas Pereira. Barradas diz que criou um banco de sementes crioulas. 

 Raquel defendeu as ações das Escolas Agrícolas do Estado, para oferecer esses novos conhecimentos também para os alunos da rede. Para ela essa será a forma mais eficiente de evitar o êxodo cada vez maior dos jovens para as cidades.

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