Os colonos do Assentamento “Florestan Fernandes” detiveram hoje por 4 horas, uma caminhonete da empresa Elektro, e mantiveram como "reféns" dois eletricistas. A empresa é responsável pela ligação da energia elétrica para mais de 200 moradias construídas naquela fazenda desapropriada pelo Incra.
A Polícia Militar foi chamada para liberar o veículo e os dois funcionários que ficaram “impedidos de forma amigável” de retornarem depois de executar apenas uma ligação de energia elétrica.
Segundo a líder Simone Aparecida Caires, “eles foram muito bem tratados, mas tiveram que ficar”, sob pressão de dezenas de assentados. Simone afirmou que a rede elétrica está pronta, mas a Elektro envia dois funcionários numa única caminhonete que, depois de realizar uma ou duas ligações vão embora retornando somente dois ou três dias depois. Até agora, quatro meses após a rede de postes e fios instalados, só realizaram 4 ligações.
“Isso aqui não é palhaçada não, e esse povo precisa tomar vergonha; afinal a Elektro não quer ter mais clientes? Por que não tem pressa de fazer as ligações se todo mundo está aqui em desespero esperando por isso?”, afirmou Simone.
A Polícia Militar chegou e ajudou conduzir a negociação, ligando para a sede da Elektro em Campinas e obtendo, junto a funcionários de nível gerencial, o compromisso de que o primeiro lote de 15 lotes esteja com energia ligada até domingo próximo. Depois disso os dois eletricista foram liberados, assim como a caminhonete da Elektro.