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Bactéria tóxica impede moradores e visitantes de usarem o rio na prainha de Pereira Barreto

Por causa da cor esverdeada da água no Rio Tietê, técnicos da Cetesb fizeram uma inspeção na água e recomendaram que em Pereira Barreto (SP) o pessoal não entre na água.

Fotos de Moisés Eustáquio - G1 e Impacto Online
10/12/18 às 09h23
Moisés Eustáquio

Por causa da cor esverdeada da água no Rio Tietê, técnicos da Cetesb fizeram uma inspeção na água e recomendaram que em Pereira Barreto (SP) o pessoal não entre na água. A água que tem chegado na prainha da estância turística nos últimos dias está diferente. A cor esverdeada e a presença de algas fizeram as autoridades ficarem em alerta.

Uma semana atrás, o repórter Moisés Eustáquio, do Jornal Impacto e autor do livro Rios do Oeste em produção, registrou o fenômeno em seu início e logo percebeu algo errado com a água que banha a praia municipal.

Técnicos da Cetesb fizeram uma vistoria e, como eles constataram grande quantidade de algas, emitiram uma recomendação para que a prefeitura oriente os moradores e turistas para que evitem qualquer tipo de contato com a água do Rio Tietê até que se tenha uma avaliação mais precisa da qualidade da água.

“A prefeitura soltou uma nota no site oficial e estamos colocando no fim de semana as faixas na praia recomendando que enquanto não sair o laudo não usar a água”, afirma o secretário de Turismo de Pereira Barreto, Igor Grespan.

A TV TEM levou amostras da água coletada no Rio Tietê, em Pereira Barreto, para uma bióloga da Unesp, especialista em microalgas.

Em análise, ela identificou a presença de uma espécie de bactéria que é extremamente tóxica. Segundo a pesquisadora, a presença de muitos nutrientes na água pode ser a explicação para a rápida proliferação da espécie no rio.

Para os humanos, o contato pode afetar o sistema nervoso. “A turbidez da água é devido a presença de grande quantidade de bactérias, algumas extremamente tóxicas.

Água imprópria para o consumo, banho ou beber e também para animais. A pesca também não é indicada, porque os peixes podem acumular bactérias nos tecidos”, afirma a bióloga da Unesp de Ilha Solteira Thais Garcia da Silva.

O laudo de laboratório da Cetesb, que vai apontar como está a água em Pereira Barreto, deve sair na terça-feira (11). Barbosa (SP) foi uma outra cidade onde as algas apareceram no Rio Tietê.

A prefeitura de Barbosa disse que não recebeu nenhuma notificação oficial da Cetesb para orientar moradores e turistas a não entrar na água. A prefeitura disse que a quantidade de algas, no trecho do Tietê que passa pelo município, já está diminuindo.

Moisés Eustáquio
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