As investigações da Polícia Federal que durante 2 anos apurou o envolvimento de fiscais do SIF- Serviço de Inspeção Federal e alguns grandes frigoríficos de frango e suíno, chegou até o grupo JBS, mas não atingiu nenhuma das unidades de carne bovina do Friboi.
Além disso, após a divulgação o Ministério da Agricultura informou que o produto químico encontrado na carne suína era vitamina C, que não causa mal algum na carne e a história do papelão se referia ao tipo de embalagem. Uma lambança geral.
A maior promiscuidade foi constatar que as indústrias é quem contratavam ou pagavam salários aos fiscais que deveriam ser independentes.
Um dos maiores abatedouros do Grupo Friboi, que se gaba de ter 70 mil operários, é o antigo Frigorífico Mouran de Andradina, onde a empresa emprega atualmente mais de 2 mil funcionários. Durante décadas o Mouran ganhou marca de qualidade na Europa, graças a seus ex-diretores vinculados à Itália por onde se abriram os mercados.
Agora todos estão apreensivos e preocupados com o futuro a médio prazo, pois os cortes das exportações poderão refletir como uma catástrofe para Andradina, caso a luta do governo para refazer a repercussão dos fatos não seja bem sucedida.
O episódio denunciado envolve um pequeno universo de frigoríficos ( 21 entre 4.800 ), mas não deixa de levantar graves suspeitas sobre o Ministério da Agricultura. Por causa disso o presidente Michel Temer vem se esforçando para explicar ao mundo que ao invés do Brasil ser condenado, ele deve ser respeitado pois tem capacidade de se auto-fiscalizar e assim coibir o que considera “pontuais” problemas de corrupção ou fraude no mundo da carne.