A prefeitura de Castilho, na divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul, era a única cidade margeada por lagos hidrelétricos e que não possuía ainda uma praia artificial, nem acesso público ao reservatório do Rio Paraná para pequenas embarcações de pesca profissional ou turística.
Há duas semanas a prefeitura decidiu iniciar as obras. Começou pela rampa com aproximadamente 40 metros rio a dentro e que deve receber a segunda camada de concreto ainda nessa sexta-feira.
A assessoria de gabinete informou que o município teve autorização do escritório da CETESB de Presidente Prudente e que a destinação do local como praia pública, já havia sido outorgada pela antiga concessionária de geração de energia, a CESP- Companhia Energética de São Paulo há mais de 20 anos. Porém, por pressões políticas de comerciantes da cidade de Castilho, a prefeitura sempre evitou fazer investimentos no bairro do Iate Urubupungá, temendo que boa parte dos turistas deixariam de passar pela cidade e passariam direto pela onde está se construindo a praia atualmente.
Mas, no loteamento Urubupungá residem hoje mais de 300 famílias, além daquelas que tomam conta dos ranchos de personalidades famosas como Joesley Batista, Mário Celso Lopes e Paulo Formigone.
O bairro distante cerca de 20 quilômetros da cidade, também foi incorporado como perímetro urbano e de responsabilidade da Prefeitura, que já mantém no local serviço de coleta de lixo, limpeza de ruas e fornecimento de energia elétrica, iluminação e água através de concessionárias.
A construção da praia vem ocorrendo numa segunda frente que é a locomoção da vegetação aquática que invadiu toda margem esquerda do rio Paraná; e também com a limpeza do terreno marginal onde ficará a área de lazer, totalmente já arborizada. A prefeitura anunciou que pretende implantar uma faixa de areia.
No bairro do Iate Clube já existiu praia e clube particular com estrutura de show muito famosa, onde se apresentaram grandes ícones do passado como Benito de Paula, Agnaldo Rayol, Elza Soares, Antônio Marcos, Fafá de Belém e Eliana Pitman.
Mas hoje esse local está abandonado e inacessível no meio do mato. A última diretoria do clube vem sendo acusada de posse irregular de títulos e, com a valorização do bairro, ressurge antigos sócios anunciando ações judiciais para revitalizar o local. (Com Noroeste Rural).