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CP contra Mário Gay troca de comando; vaza áudio do vereador exigindo dinheiro de assessor

 A CP - Comissão Processante instaurada na Câmara Municipal de Andradina para apurar acusação de quebra de decoro do vereador Mário Henrique Cardoso, o Mário Gay, do PPS, tem novo comando desde a última segunda-feira, em virtude das renúncias de Cláudia Ribeiro, José Augusto Rosa e Roberto Carlos/ Kal Baiano.

Impacto Online e o Foco
05/11/18 às 07h30
(Impacto Online)

 A CP - Comissão Processante instaurada na Câmara Municipal de Andradina para apurar acusação de quebra de decoro do vereador Mário Henrique Cardoso, o Mário Gay, do PPS, tem novo comando desde a última segunda-feira, em virtude das renúncias de Cláudia Ribeiro, José Augusto Rosa e Roberto Carlos/ Kal Baiano.

 Os novos titulares sorteados são Geraldo Shiomi Jr. Hernani da Bahia e Silva Carlos Oliveira, que têm na suplência Sérgio Santaella, Edgar Dourados Matos e Carlos Alexandre Soares, o professor Ceará. 

 E não bastasse denúncias de assédio sexual e várias agressões a repórteres e munícipes, incluindo em via pública e no ambiente de trabalho das pessoas, o vereador agora foi denunciado por mais um ex-assessor por coação. Em áudios vazados nas redes sociais e supostamente atribuídos a Mário Gay, o vereador exige parte do salário de Dênis Batista, sob ameaça de demissão.

 O material foi encaminhado ao Ministério Público e deverá ser periciado, a fim de comprovar se a voz é mesmo do parlamentar. O assessor assegura a veracidade do conteúdo juntado em pendrive e entregue cópias na Polícia Civil durante registro de Boletim de Ocorrência. 

 Os áudios revelam supostamente o vereador Mário Gay argumentando que Dênis tinha devolver parte do salário a exemplo de outros assessores que lhe deram parte dos salários, como “Ana” e “Magalhães” (nomes citados dentre os doze que ele já demitiu em menos de dois anos de mandato).

 DENÚNCIAS DE ASSÉDIOS 

 Mário Gay foi ouvido em audiência no Fórum da Comarca, no último dia 22, acusado de assédio sexual, moral e constrangimento por outro ex-assessor, Kaique Pimenta. O jovem apresentou provas com áudios onde o vereador insistia em manter relações sexuais com ele dentro do gabinete na Câmara. O material é verídico, segundo análise da Polícia Técnica Cientifica. 

Antes mesmo de tomar posse tomar, o parlamentar pediu sua desfiliação do PPS, o partido então solicitou sua cadeira, mas Mário Gay saiu acusando o presidente da sigla de ter falsificado sua assinatura, fato desmentido pela perícia. O caso ainda está sob júdice.

 CONDENAÇÕES

 No município de Castilho, o ex-vereador João Carlos Pereira Silva - 'Demis do Balcão de Empregos", foi condenado pela Justiça pela mesma prática do vereador andradinense Mário Gay. Dêmis também foi denunciado pelo seu ex-assessor parlamentar Uderson Aragão, que gravou o vereador exigindo parte de seu salário. Em decisão proferida pelo juiz eleitoral da Comarca de Andradina, Leandro Gonçalves, em 19 de dezembro de 2016, o parlamentar foi condenado à perda dos direitos políticos por 8 anos.

 Já em decisão de 20 de junho do ano passado, a juíza da 3ª Vara da Comarca de Andradina, Fernanda Oliveira Silva, condenou Dêmis à pena de 2 anos e 4 meses de reclusão por corrupção passiva. Ainda tramita na 1ª Vara da Comarca ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-vereador castilhense.

 Em junho deste ano, três vereadores foram presos em Canoas-RS pelo mesmo ato, que se comprovado é crime por coação, ameaça e adquirir vantagem indevida. No Espírito Santo, município de Viana, um vereador pego praticando o mesmo crime foi proibido de entrar na Câmara durante as investigações. 

 PRESIDENTE DA CÂMARA SE MANIFESTA

 Em nota, o presidente da Câmara, Raimundo Justino de Souza diz que tem pautado os trabalhos do legislativo em princípios que devem nortear os podres públicos, entre os quais a impessoalidade, moralidade, legalidade e gerais de direito.

 “Em nenhum momento a Câmara deixará de cumprir o Regimento Interno, a Lei Orgânica e Constituição, nem se deixará abater ou se manipular por interesses pessoais, políticos ou partidários, nem por pressões ou grupos, mas atuará sempre em defesa do coletivo, com imparcialidade, deixando intrigas e questões pessoais para serem julgadas pelas autoridades judiciais competentes”, diz o comunicado. 

 Diz ainda que “nem a afetividade e tampouco o desprezo, motivados por paixão ou apatia política que partem de pessoas ou grupos, em que pese o nosso respeito, não influenciarão em nossas decisões, haja vista que cada vereador vota de acordo com a própria convicção, não sendo levadas em considerações ameaças, provocações ou boatarias espalhadas pelas redes sociais”.

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