A vida do consumidor que já não estava fácil, deve ficar um pouco mais complicada a partir do próximo sábado, quando volta a cobrança no Estado de São Paulo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre a carne.
O consumidor pode ter de desembolsar entre 6% e 7,5% a mais pelo quilo da carne, de qualquer tipo. A decisão retomando a cobrança do imposto partiu do governador Geraldo Alckmin (PSDB), por meio de decreto, após sete anos de isenção. Consultada ontem pela reportagem do O Liberal, a Apas (Associação Paulista dos Supermercados) explica que a cobrança do imposto terá como consequência o aumento de preços. A entidade projeta que o consumidor deverá pagar entre 6% e 6,5% a mais pelo produto. "O consumidor com certeza será impactado com a medida. Não há possibilidade desse impacto não chegar a ele, por mais que os supermercados trabalhem com margens menores, o que já é um hábito, para não repassar os custos em sua totalidade ao preço final do produto". A entidade também acredita que o consumo será afetado. "Trata-se de um item que compõe a base da alimentação da população e a elevação do preço afetará ainda mais o consumo, principalmente em meio ao atual cenário econômico sensível à população", informou. ARAÇATUBA Um grande supermercado de Araçatuba informou ontem à reportagem que o preço do produto vai subir já na primeira semana. A empresa projeta um aumento na casa de 7% a 7,5%. O supermercado não acredita em queda brusca no consumo. "A pessoa não vai deixar de comprar carne. O que pode acontecer é alguém que compra carne bovina migrar para um tipo de carne mais em conta. Ou quem compra picanha, passar a comprar contrafilé, por exemplo", informou o gerente do supermercado. GOVERNO
Desde 2009, a carne era isenta de ICMS em São Paulo. A reportagem questionou ontem a Secretaria Estadual da Fazenda sobre quanto deve ser o aumento da arrecadação a partir da volta da cobrança do ICMS.
Também perguntou se o governo não poderia ter enxugado gastos da máquina pública invés de onerar o consumidor. Entretanto, nenhuma resposta foi encaminhada pelo órgão até o fechamento deste texto.