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Eduardo Haik quer vender Iate Clube para receber dívida milionária

Eduardo afirma que teria gasto toda essa dinheirama com a manutenção do clube. Mas, o clube está totalmente abandonado há várias décadas.

Castilho - SP - H+Castilho
11/02/22 às 11h59
Reprodução

Primeiro os quase mil associados foram eliminados por suposta inadimplência de uma taxa de manutenção inserida indevidamente no Estatuto da organização, com critérios de exclusão de devedores.

Depois, por conta da “manutenção” do Clube, o pecuarista e presidente há mais de 3 décadas, Eduardo Aziz Haik, apresentou uma conta que passou de cruzeiro para real e hoje alcança a estratosférica quantia de mais R$ 23 milhões. Isto porque, conforme registrado nas atas do clube, essa conta vem sendo reajustada pelo valor do dólar americano.

Eduardo afirma que teria gasto toda essa dinheirama com a manutenção do clube. Mas, o clube está totalmente abandonado há várias décadas.

Inclusive, com essa estratégia, o fazendeiro também já aprovou com a “nova diretoria”, o direito de vender o clube para receber essa dívida.

No entanto, uma ação impetrada na Justiça de Andradina, questiona a origem dessa dívida e acusa o pecuarista Eduardo Haik de ter arquitetado um plano para se apropriar indevidamente do clube, fazendo uso de mudanças ilegais feitas no seu Estatuto original. Além disso, os autores da ação alegam que Eduardo transformou o clube numa organização familiar, que hoje integra a diretoria da entidade e faz as mudanças estatutárias conforme seus próprios interesses.

AÇÃO JUDICIAL

Uma ação judicial movida por ex-diretores  do Iate Clube Urubupungá, que se localiza às margens do lago da usina de Jupiá em Castilho, pede a nulidade de todos os atos da atual diretoria e a reintegração de todo o antigo quadro de sócios do clube.

Uma reportagem de nossa autoria, confirmou em meados do ano passado que, a estrutura física do clube, apesar de bastante depredada, se mantém firme e até sem rachaduras. No entanto, o que não é concreto está se desmanchando pelo total abandono há pelo menos 30 anos.

Os últimos registros de grande atividade no clube, que tinha restaurante, sala de jogos, anfiteatro, parque infantil e praia, se deram há quase 40 anos, quando a administração ainda era da família Caprióglio, fundadores e sócios patrimoniais do clube.

O empresário Adriano Caprióglio e o engenheiro civil Armando Caprióglio, filhos de Celso Caprióglio, o fundador do clube, são os autores da ação. Acaso tenham êxito na demanda, eles pretendem que os antigos sócios proprietários do Iate, que foram quem verdadeiramente contribuíram para a construção e desenvolvimento do clube, deliberem sobre o destino desse valioso patrimônio, podendo inclusive doá-lo a Prefeitura Municipal de Castilho.

Os advogados Lídia Valério Marzagão e Lucas Lazzarini, que assinam a petição. A ação foi protocolada no dia 21 de setembro do ano passado, no Fórum da Comarca de Andradina, e aguarda a intimação do réu Eduardo Haik.

A OUTRA PARTE

Nós já deixamos recado, mas ainda não obtivemos retorno de Eduardo Aziz Haik. Assim que chegar a nós sua versão, estaremos publicando. Em momentos anteriores, Haik havia negado qualquer possibilidade de fraude e que o Estatuto havia sido cumprido conforme as normas Estatutárias. (Por Jornalista Antonio do Carmo - Noroeste Rural).

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