Dessa vez foi bem diferente. Os assentados foram protestar até o portão da sede regional da Elektro em Andradina e a empresa os tratou como deveria: “como clientes”. Essa foi a impressão que teve dona Simone Caires, uma das líderes que participou das negociações com dirigentes da Elektro de Andradina, da Coater através do Marcelo.
Os assentados explicaram que haviam 16 lotes com os potes padrão instalados esperando apenas a ligação há mais de um mês. Elas consideraram um absurdo principalmente o fato da Elektro enviar para o assentamento apenas uma viatura por dia, e que interrompe sempre o trabalho no dia seguinte, sem data para voltar. Simone disse que não faziam mais de duas ligações num dia. A gleba tem 220 lotes. Na semana passada eles haviam tentado uma reação, impedindo que funcionários e veículos da empresa Elektro deixassem o local sem explicar porque estavam sendo tão “preguiçosos”.
Para resumir os assentados saíram da Elektro com viaturas da equipe técnica acompanhados do gerente operacional da empresa que assistiu pessoalmente os trabalhos. Então, ontem mesmos em metade do dia foram feitas 8 ligações e hoje pela manhã, mais 8 ligações.
Haverá resistência para ligar moradias que estejam sendo ocupadas irregularmente por família que comprou o lote ou alugou. Mas as lideranças afirmam que da noite para o dia, as famílias que venderam o lote apareceram para legitimar a ligação de energia. Para Simone “isso é trapaça e o Marcelo deve ter pulso firma para impedir”.
A direção da Elektro informou aos assentados que eles vão concluir todas as ligações até dezembro. Simone elogiou a Elektro e disse que eles foram sensíveis aos problemas e que trataram os colonos como consumidores, “coisa que não estava acontecendo”, disse ela.