O comércio de delivery ganhou muita força durante o período de isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus. Entre muitos restaurantes que passaram usar este serviço para sair da crise e outros que nasceram exclusivamente com as entregas, a política para o isolamento social parece ser: ´em casa, mas de barriga cheia`.
A exemplo, Andradina já ganhou nesta pandemia, 5 novas lanchonetes de hamburgers artesanais, uma linha de massas caseiras, uma comida árabe, uma chinesa, além de um milhão de anúncios em redes sociais anunciando produtos feitos em casa, verdadeiras receitas de família que viraram opção de alimentação nas refeições.
Fernando Henrique de Souza, proprietário de Original Burger, conta como a pandemia mudou a rotina de sua lanchonete. “A procura foi maior. Percebi que era a hora até de colocar mais algum tipo de opção no cardápio”, falou sobre a ideia inusitada de colocar um escondidinho de carne seca no cardápio.
Segundo ele a pandemia não fez com que ele alterasse a qualidade dos produtos. “Tudo é feito na hora, nada pronto e faz a diferença. As pessoas estão mais exigentes”, disse ele.
Outra pessoa que está aumentando suas vendas de entregas é a nutricionista Fernanda Marão. Ela já fazia vendas esporádicas antes da pandemia, mas agora as vendas já são semanais e há ideia de ampliar a rede, com pratos de massas, que são os preferidos, tanto na linha oriental como na europeia.
“As pessoas estão se adaptando aos novos produtos e já podemos fazer planos para o futuro. Atendendo com qualidade e oferecendo um produto bom, vejo que muitas marcas que nasceram na crise podem se fixar”, finalizou.
Apesar de o momento parecer favorável para o aumento em suas vendas, a maioria dos empresários do ramo se mostram preocupado com a situação econômica pós-pandemia. “Se o povo não tiver dinheiro dificulta”.