Castilho é uma cidade pequena, arrumadinha, uma típica cidade do interior do estado mais desenvolvido do Brasil, tem, segundo o IBGE, 20.120 habitantes e sua economia está baseada na indústria e nos serviços.
Castilho tem a sorte de ficar à margem da rodovia Marechal Rondon e tem o que metade do país gostaria de ter, o tratamento de água e esgoto universalizados. Alguns diriam que se trata de um bom exemplo de cidade e que deve ser muito bom morar lá. Mas como nada nem ninguém é perfeito, Castilho acaba mostrando sua verdadeira face, a mesma face do Brasil que vemos hoje em Brasília, dos desmandos, da política rasteira, do ambiente corrupto e do desrespeito às instituições e à população.
Essa nova lei proposta ao Legislativo do município quer simplesmente contratar mais 12 funcionários para a agência reguladora do Serviço Público de Saneamento do município, isso mesmo, uma dúzia de funcionários, sem concurso, que somados aos 03 já existentes, chegarão a 15 e ultrapassam a quantidade de funcionários da própria Concessionária responsável pelo serviço que a agência regula e fiscaliza, ou seja, um agente regulador para cada funcionário da Empresa que cuida da água e esgoto da cidade, no mínimo uma situação absurda, para não dizer surreal e aparentemente criminosa.
A coisa toda fica ainda mais feia quando fazemos a conta dos salários anuais a serem pagos pela prefeitura de acordo com a proposta de lei, que poderia bem destinar esses recursos para áreas onde com certeza vão fazer falta, Saúde, Educação, Segurança e Cultura. Serão mais de 483.000 reais por ano, quase meio milhão de reais.
Fica a curiosidade em saber o que o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público fariam se soubessem de uma montagem criminosa como essa feita em plena luz do dia. E aí, como fica? Quem acode? Castilho, no fim das contas, está sozinha nessa, sem eira nem beira, esperando justiça, orando por mais vergonha na cara e honestidade. A população de Castilho tem 2 opções: ou bota a boca no trombone e impede essa barbaridade com o dinheiro público, cobrando atitudes decentes dos seus vereadores ou simplesmente faz uma fila em frente à Câmara para ver se consegue uma boquinha também.
Em primeira mão o Projeto de Lei num.033/17: