O empresário Antônio Pereira Neves diz que o urucum é uma lavoura rentável, mas o aumento excessivo do preço se deve, segundo ele a fatores climáticos como vendavais e chuvas de granizo que causaram quebra de 50% em toda produção nacional.
Segundo Toninho Pereira, o Brasil produz em condições normais cerca de 12 mil toneladas, mas no ano passado essa quantia caiu para 7 mil toneladas. O empresário diz que para suprir a carência o país importa colorau da África e Américas do Sul e Central.
Para Toninho Pereira, o urucum não é um acultura passageira. Ele afirma: “nossa empresa existe desde 1986 e já acompanhamos vários altos e baixos. Começamos com pouca profissionalização e estamos melhorando a qualidade da semente produzida e chegamos o melhor produto do mundo. Nossa qualidade é a única do mundo. Hoje a Urucum do Brasil é o maior centro de divulgação, produção e qualificação da cultura do urucum em todo mundo. Nós recebemos delegações do mundo todo e nosso processo de evolução é constante”.
E complementa: “Não é modismo. Há uma demanda mundial crescente. Uma tendência que é consequência da opção naturalista que vem atingindo também esse setor. O urucum é indicado como corante não agressivo. A gente sabe que os corantes químicos vem sendo substituídos porque causam sérios danos à saúde.
Antônio Pereira diz que não há pragas significativas destruindo lavouras e que o uso de agrotóxico é mínimo. No entanto ele alerta que toda monocultura se torna ambiente propício para os ataques. Os bons preços também podem incluir na produção, os grandes proprietários. A mecanização que chegou no plantio também poderá chegar à colheita.
Toninho recomenda que os pequenos agricultores fiquem atentos, pois as lavouras antigas terão de serem adaptadas à mecanização quando forem reformadas. Isso significa variedade e espaçamentos adequados.