O ex-servidor público Rodolpho Antoniassi Shinkado, nega ter usado um chip de celular em nome da prefeita de Andradina para criar perfis fakes. Ele é processado pela prefeita por ter feito isso e teria sido descoberto após investigação da Polícia Civil de Andradina que teria apontado como dele a autoria de perfil fake no Facebook usando o nome de “Paulinho Pereira” e grupo de whatsApp, com a mesma foto, denominado “#somostodospaulopereira”, com objetivo principal de criticar a administração pública atual.
“Eu mesmo desconheço essas acusações e não fui nem intimado pela Justiça sobre este tal processo. Mas mesmo assim quando isso ocorrer irei provar não ser verdade o que estão me acusando e processar as pessoas que estão me condenando por um crime que nunca pratiquei e nem mesmo sei do que se trata”, afirmou Rodolpho Shinkado quando indagado sobre isso em uma rede social.
Rodolpho Shinkado, atuava no Setor de Tributação em 2018, quando supostamente teria registrado um chip de celular em nome da prefeita Tamiko Inoue, que na época exercia a função de Secretária da Educação.
Segundo a acusação, Rodolpho poderá ser responsabilizado tanto na esfera civil como criminal pelos textos caluniosos e cadastro indevido de número de celular em nome da prefeita. Ele está sendo processado em R$ 10 mil numa ação de danos morais que também envolve a Operadora Vivo, segundo o Processo Digital número 1002916-20.2020.8.26.0024.
Na petição, o advogado Marcelo Gimenes destacou que a Vivo não adotou as cautelas necessárias impedindo que a linha telefônica fosse registrada indevidamente em nome da prefeita, permitindo-a ser vítima de fraude. A empresa está sendo processada em R$ 20 mil.
“Esse chip de linha telefônica foi cadastrado em 31/01/2018 sendo que, à época, bastava ligar em alguma operadora e fornecer o número do CPF de quem pretendia adquirir a linha. Não havia nenhum outro procedimento de segurança que evitasse fraude”, observou.
CONSTRANGIMENTO
Segundo o advogado, o fato de a linha telefônica estar registrada em nome da prefeita gerou situação de extremo constrangimento, pois Tamiko foi intimada a comparecer à Delegacia de Polícia para prestar depoimento em razão de uma linha em seu nome estar sendo utilizada para praticas delituosas.
Rodolfo e a Vivo deverão ser intimados e terão quinze dias para apresentar defesas, conforme decisão do juiz Leandro Augusto Gonçalves Santos, do Juizado Especial Cível. (com Moisés Eustáquio)