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Gil Ortuzal será assistente de acusação em audiência de produtor que atropelou e matou idoso

O produtor rural Regis Gomes Brito, 44, foi denunciado pela prática do crime de homicídio culposo, em razão do acidente ocorrido no dia 17 de outubro de 2015, quando atropelou o aposentado Ivo Cardoso do Nascimento, 65, que estava parado com sua bicicleta a meio fio.

Andradina
01/06/16 às 08h05
(Divulgação)

O produtor rural Regis Gomes Brito, 44, foi denunciado pela prática do crime de homicídio culposo, em razão do acidente ocorrido no dia 17 de outubro de 2015, quando atropelou o aposentado Ivo Cardoso do Nascimento, 65, que estava parado com sua bicicleta a meio fio. 

O caso ocorreu por voltas das 9 horas e o condutor dirigia um veiculo Mitsubishi, modelo L200, em flagrante e visível estado de embriaguez. Fora constatado ainda que Regis dirigia com a habilitação cassada/suspensa, tendo em vista ter sido surpreendido anteriormente conduzindo veiculo sob efeito de bebida alcoólica. Prestes ao julgamento, dona Delfina Teixeira do Nascimento e Ademir Teixeira do Nascimento, esposa e filho da vitima, respectivamente, contrataram o advogado criminalista Gil Ortuzal para representá-los como assistente da acusação no processo que tramita perante a 3ª Vara Criminal da Comarca de Andradina. 

O advogado Gil Ortuzal informa que foi procurado pelos familiares de Ivo, os quais ainda demostram profundo abalo emocional e revolta, pois constantemente encontram o acusado “solto” nas ruas e bares da pequena cidade de Castilho, enquanto seu ente querido repousa eternamente na humilde sepultura do campo santo local. A redação ouviu com exclusividade a senhora Delfina, que não continha as lágrimas ao dizer que “sua família era completa e que seu companheiro foi o primeiro namorado e único homem da sua vida com o qual conviveu harmoniosamente até que essa tragédia desestruturou toda sua família”. Segundo ela, “mesmo depois de oito meses não consegue se alimentar direito e só dorme através de remédios, sem contar as dificuldades financeiras que se agravaram”. 

O filho Ademir, acompanhado da mãe, a consola e visivelmente emocionado desabafa: “Aquele sujeito é um lixo. Acabou com a vida do meu pai e com a nossa, deveria estar preso há muito tempo, pois é conhecido na cidade toda pelos seus atos irresponsáveis”. “Todos sabiam que iria acontecer uma tragédia provocada por ele [Régis], mas nunca imaginei que meu pai seria a vítima de tamanha crueldade [pausa para choro], Meu pai agonizou por 19 dias num hospital até morrer, para nosso desespero”, concluiu. 

NOVA CLASSIFICAÇÃO Segundo o advogado Gil Ortuzal, devidamente habilitado no processo para representar seus clientes como assistente de acusação, após uma analise do caso, juntamente com os colegas de escritório doutores Sérgio Augusto Ortuzal e Luiz Alberto da Silva, entenderam que a conduta praticada pelo fazendeiro Régis deve ser classificada como homicídio doloso, estando evidente a presença do dolo eventual. Portanto, requereram o aditamento da denúncia para que o caso seja levado a júri popular. A audiência de instrução e julgamento ocorrerá neste dia 2 de junho, no Fórum de Andradina.

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