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Grampos mostram presidente da Alesp, Pignatari, atuando para entregar hospitais a médico condenado a 200 anos de prisão

O médico Cleudson Garcia Montali foi condenado a 200 anos de prisão por liderar uma organização criminosa envolvida no desvio de R$ 500 milhões da Saúde

H+Andradina
15/02/22 às 09h27
Carlão Pignatari (Foto: Alesp)

Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Civil registraram uma conversa entre o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), deputado Carlão Pignatari (PSDB), e o médico Cleudson Garcia Montali, condenado a 200 anos de prisão por liderar uma organização criminosa envolvida no desvio de R$ 500 milhões da Saúde.

 Segundo o Estado de S. Paulo, Pignatari negociava a entrega da administração de dois hospitais para organizações sociais do grupo de Montali.

No diálogo, Montali presta contas ao deputado de suas ações.  
A conversa foi gravada quando o médico já era investigado pela polícia e pelo Ministério Público Estadual. Ele foi alvo da Operação Raio X, que apurou fraudes na gestão de hospitais de 27 cidades em quatro estados: Pará, São Paulo, Paraíba e Paraná. 

A investigação teve sua primeira fase deflagrada em 2020, mas nasceu dois anos antes. No primeiro ano de pandemia, buscas foram realizadas no gabinete do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). 

No início de 2022, a polícia realizou uma nova fase da operação, desta vez cumprindo mandados de busca na casa do ex-governador Márcio França (PSB). A ação foi vista como política.

Carlão Pignatari, até o momento, não era investigado. (Por brasil247).

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