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Hugo Leonardo em “UMA MÉDIA”

 Mais uma vez um ano novo se aproxima, e com ele uma mescla de sentimentos nos envolve e BLÁ, BLÁ, BLÁ.

REVISTA FALA! - Hugo Leonardo
21/12/17 às 08h13
Hugo Leonardo (Cleber Carvalho)

 Mais uma vez um ano novo se aproxima, e com ele uma mescla de sentimentos nos envolve e BLÁ, BLÁ, BLÁ.....  BLÁ, BLÁ, BLÁ.... e a expectativa de um novo ano nos dando a oportunidade de um BLÁ, BLÁ, BLÁ...  BLÁ, BLÁ, BLÁ...

 Não transforme o seu período de fim de ano apenas um momento de retóricas promessas, infundados “três beijinhos” e “amigos secretos” transparentemente sem sentido.

 Aproveite a disposição que as pessoas tem de revelar “sentimentos” e revele também os verdadeiros. Tire um tempo das mensagens prontas de WhatsApp, que hoje são difundidas em imagens fotográficas que nos poupam até os dedos de digitarem.

 Arrisque-se em ser verdadeiro. Tire um tempo real, nem se for para um telefonema pessoal, para dizer para as pessoas que realmente te tocaram de alguma forma, o quanto foram importantes e em que aspecto. É tempo de “fazer média”. Uma média real e sincera que o faça ser lembrado além do universo dos apps nas telinhas coloridas dos aparelhos celulares. Tire um tempo para dar os três tapinhas nas costas de quem gosta, do tipo em que se olha no olho e se fala com o coração.

Mais do que fazer promessas e mais promessas, de ser melhor com o próximo e depois de entrar na academia, é hora de levantar, olhar além da manada e fazer a sua parte. Eu vou fazer a minha.

 Fazer média

 As dificuldades de fazer uma média está de fugir do pejorativo interesse em “algo”. Há de se fazer média gratuitamente pela lembrança do “merecido”. Fale bem do alheio. Próximo e distante. Por isso abro esse espaço sem medo do “puxassaquismo” e clientelismo. Falo de quem gosto porque gosto e pronto.

 Hugo Zamboni

 O cara me surpreendeu em 2017. Eu e o xará somos de tempos distintos, por isso confesso de não lembrar de seu talento musical antes deste ano, quando ele lançou seu Acústico Zamboni & Amigos. Ponto alto para o repertório, de rock, pop e mpb, com altas doses de anos 90. Minha promessa para 2018, é tirar mais tempo para vê-lo tocar.

 Matheus Pagnani

 Matheus Pagnani, o jovem conseguiu ser o responsável por uma reviravolta comercial expressiva no ramo da carne. E por conta do seu estudo e trabalho ao lado do pai, Nereu Pagnani, frente ao Empório da Carne, é que houve uma mudança significativa num dos principais itens da mesa dos andradinenses: a carne. Antes dele pouco se ouvia falar de “cortes prime” de carnes em açougues pequenos. Com a notada especialidade na carne vinda do cruzamento de Nelore com a raça Angus, Matheus chamou atenção e fez escola. Hoje se pede carne na cidade com nome e sobrenome.

 As peças são tratadas como itens de uma verdadeira boutique e a tendência “viraliza” em todo o setor. Matheus, para mim, você será a pessoa que começou tudo isso, além de ter melhorado o meu churrasco.

 Larissa Bomura

 Uma amiga das mais antigas que sempre me surpreendeu pela disposição. Faz tempo que a figura  retraída e inquieta de Larissa me chama atenção pela presteza e atenção dispensada. A impressão que ela me dá, é a de total atenção às pessoas que estão à sua frente. Ligada, ela parece estar sempre um passo à frente além de ter um grande poder de se reinventar. Polivalente, mãe, empresária, avó, Larissa está batendo o maior bolão frente a sua nova atividade, a “Marmoraria Bella”, setor que até bem pouco tempo só conhecia como consumidora.

 Sérgio Branco

 Meu amigo Sérgio Branco é projetista do tempo do vegetal, com erros corrigidos na raspagem do nanquim. Longos dias na prancha eram necessárias para elaborar um só projeto, e lhe renderam alguns “bicos-de-papagaio”. Esteve passo a passo com a modernização do setor e sempre foi expoente no mercado. Depois de anos atuando como desenhista com um escritório fortemente consolidado em Andradina e a formação da sua mulher Eli Felippe como engenheira civil, Sérgio Branco voltou a sala de aula como aluno do curso de Arquitetura e Urbanismo. Dono de um pensamento fluente e de uma personalidade consistente, quem o conhece sabe, que disso ele ainda há de ser “professor”.

 Alcir José Dias 

 Eis alguém de quem sou suspeito falar. Alcir é do tipo “artista”, que faz da vida um culto a ela mesma. Dono de um olhar afiado extrai dela poesia e protesto, em prosa.  Graças às redes sociais suas inspirações estão sempre bem perto dos olhos. 

 Falar é pouco, mostro: “Gosto da feira de domingo, de manhã, cedinho, ouvir o burburinho dos feirantes, a família “Forini”, mais precisamente Rosinei gritando: “seis pacotes só paga cinco reais”, dai Robertão completa estrondosamente “só cinco reaissss”... As cores se misturam, amarelo dos melões, verde das verduras, dos pepinos, pimentões, vermelho dos rabanetes, beterrabas e ainda tem chuchus, cenouras, batatas, abacaxis, mamões, uma infinidade leguminosa, “verdurosa”, apetitosa e gente, muita gente espalhafatosa. 

 Observo pessoas e sempre imagino um enorme palco, de personagens desconhecidos, diferenciados, de fartas gargalhadas e opulência a vista, na pechincha por preços menores, no apalpar das bananas, no cheirar de frutas maduras, no olhar das verduras, no aguçar de todos os sentidos. 

 A feira promete e cumpre seu papel na exposição de barracas abarrotadas e de pessoas que aguardam a criação de seus personagens, a espera de um escritor que possa assim dar vida a eles, no imenso palco plantado em uma rua denominada Ceará, em uma província qualquer”... (mais um texto “furtado chefinho”).

 Jú Goés

 Já compreendi que vai passar muito tempo e não conseguirei medir tudo que essa amazonense é capaz. Jú tem a mesma atmosfera bacana. Gente ilustrada de quem não se pode duvidar. Encanta na mesa, fogão e bar. Um pouquinho disso, um punhado daquilo, meu coração incrédulo apertado e ela foi capaz de botar à mesa um verdadeiro banquete bacana em um evento da revista. Mãe amorosa e durona, ela segura as pontas da vida, como profissional e também como amiga. Aquele sorrisão que dá vontade de encontrar. Promessa pra 2018 é ter mais tempo e mais fôlego para aprender uns toques com ela.

 Francisco Yunes

 

 Com parceiros de responsa, como Anitta, Jota Quest e Jorge e Mateus, Francisco Lemos Yunes, o Chico Yunes, é fantástico por sua dedicação ao ramo que há muito tempo  escolheu como meio de vida, ele tem assinado os últimos grandes shows que a região tem recebido e suas promoções são sempre marcadas pela qualidade e excelência. Chico tem sua cabeça o mundo fantástico no qual gosta de dividir com as pessoas com grande generosidade. No ano que vem ele traz de volta o Raça Negra para Andradina, em disputado evento.

 Fernando Henrique

 Fernando Henrique Souza tem conquistado os paladares mais exigentes da cidade. Esse meu amigo revelou um lado totalmente desconhecido para mim, o de cozinheiro gourmet. Sim gourmet, pois como amante da fast food americana mais tradicional do mundo, “o hambúrguer” eu provo e aprovo os produtos de sua criação autoral “Hamburgueria Original Burger and Co”. 

 Se você passou um ano sem provar está perdendo o seu tempo.  O sanduíche virou uma marca em várias opções e já era unanimidade antes do lançamento do “hot dog” da Original, a verdadeira cereja do bolo, com seu pão vermelho.

 Fernando está se fortalecendo como marca e conceito, mas seu sabor dificilmente será copiado. Tudo é feito à mão e com o toque de Fernando. Até mesmo o hambúrguer é moldado segundos antes de ir para a grelha. Se demora mais? Demora porque é gostoso. Porque só ele faz. Quando você come lá, sabe exatamente quem botou a mão no seu hambúrguer.  

 Tenho a obrigação de fazer um merchant: A Hamburgueria Original Burger é especializada em hamburgueres artesanais, com assinatura própria, tudo com entrega em domicílio. Os lanches seguem uma tendência mundial, com preparação cuidadosa e única. O atendimento é feito via telefone e whatsapp (respectivamente): (18) 99141-8368 e (18) 99803-3269, todos os dias a partir das 19h. Você também pode solicitar os adicionais especiais e bebidas disponíveis. Curta Hamburgueria Original Burguer and Co. no Facebook e acompanhe as novidades.

 Sugestão: A harmonização perfeita para o seu Original Burguer é uma “Aroeira American Citra IPA, produzida artesanalmente por Toni Fonzar, que tem um alto teor de “Drinkability”. A sugestão me remete a um problema. Como parar de escrever essa coluna sem falar do Toni, que além de cervejeiro, gastrônomo, músico, escreve colunas colecionáveis na revista. Ora bolas, esse texto tem que continuar nas próximas edições. 

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Hugo Zamboni (REVISTA FALA!)
Matheus Pagnani (REVISTA FALA!)
Larissa Bomura (REVISTA FALA!)
Sérgio Branco (REVISTA FALA!)
Alcir José Dias (REVISTA FALA!)
Jú Goés (REVISTA FALA!)
Francisco Yunes e Anitta (REVISTA FALA!)
Fernando Henrique (REVISTA FALA!)
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