As Justiças Paulista e Paranaense decidiram prorrogar por mais 5 dias a prisão temporária de todos os envolvidos envolvidos na Operação Argentarri, desencadeada nos estados de São Paulo e Paraná. As informações são da Polícia Civil.
A operação denominada Argentarii – “fazendo referência ao período romano, onde os banqueiros eram os profissionais de depósitos, realizavam a coleta do dinheiro, guardavam e os emprestava outros clientes”.
A operação se destina ao cumprimento de 13 mandados de prisão temporária, 13 mandados de busca e apreensão domiciliares, além do sequestro de mais de 4,5 milhões em bens frutos dos ilícitos, que estão em nome dos integrantes da organização, após representação ofertada pela Polícia Civil.
Prisões em Tupi Paulista
Das treze ordens de prisões temporárias expedidas, 12 foram cumpridas e um é considerado foragido.
Parte dos presos (líderes) foram conduzidos para DEIC de Presidente Prudente onde estão sendo interrogados neste momento.
Os demais presos foram encaminhados para as Cadeias Públicas de Presidente Venceslau e de Adamantina e serão interrogados durante o período da prisão temporária (cinco dias).
Durante o sequestro de bens (caminhões, automóveis, imóveis e bloqueio de contas bancárias), policiais civis localizaram aproximadamente meio milhão de reais (R$ 505.850,00) em espécie, no imóvel de um contador de Tupi Paulista.
De acordo com a Polícia Civil, em Tupi Paulista foram presos 3 empresários da cidade, um deles foi encaminhado para Presidente Prudente e outros 2 encaminhados para a Cadeia Pública de Adamantina, todos os presos estão envolvidos na investigação.
A OPERAÇÃO
As investigações tiveram início em 2017, na Delegacia de Polícia de Euclides da Cunha Paulista/SP, e foram concluídas pela 1ª Delegacia de Polícia de Investigações Gerais – DIG, da Divisão Especializada de Investigações Criminais – DEIC-D8.
Trata-se de um sofisticado esquema criminoso voltado à obtenção fraudulenta de empréstimos bancários e lavagem de dinheiro, os quais eram concedidos a empresas fantasmas, compostas por “laranjas”.
O grupo contava com a participação de um gerente geral de agência bancária (demitido) e um contador para a organização burocrática, além de vários empresários que adquiriam empresas inativas, promoviam as alterações de seus quadros societários e objetos sociais, transformando-as em empresas transportadoras e, então, após comprovarem falsamente rendimento milionário em nome daquelas empresas fantasmas, obtinham empréstimos bancários de valores exorbitantes, os quais eram aprovados de maneira também fraudulenta pelo então gerente. Os prejuízos à instituição financeira passam de 13 milhões.
Um dos integrantes do grupo, ainda se fazia passar por Delegado de Polícia Federal, aplicando outros golpes, alguns deles praticados em detrimento de outros comparsas, o que ainda segue sob investigação.
Durante as ações policiais, desenvolvidas em cinco cidades e dois Estados – Umuarama/PR; Monte Castelo/SP; Tupi Paulista/SP; Osvaldo Cruz/SP e São João do Pau D’Alho/SP foram apreendidos e sequestrados treze veículos, três caminhões, além de ter sido determinado o sequestro de cinco imóveis e o bloqueio de valores em contas corrente dos envolvidos pelo Banco Central, conforme solicitado pela Autoridade Policial, além de dinheiro em espécie que era guardado na casa de um dos integrantes. .
Também foram apreendidos diversos contratos sociais e documentos relacionados, os quais serão ainda analisados durante a investigação.
Por enquanto seguem presas 12 pessoas e cumpridos todas as buscas domiciliares, os presos após a conclusão das ações de polícia judiciária, serão encaminhados para Unidades Prisionais da região.
Os documentos e materiais apreendidos nesta data serão periciados e instruirão novas fases da investigação.