O caso de maus-tratos que resultou na morte do cachorro Duque, um vira-lata, ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (5).
O laudo da necropsia confirmou que o animal sofreu um ferimento no lado esquerdo do crânio, compatível com agressão, corroborando o relato de testemunhas que afirmaram ter visto o cão ser atingido com golpes de capacete pelo tutor.
Duque morreu na sexta-feira (30), após as agressões. Dias depois, o corpo foi localizado enterrado e encaminhado para exame necroscópico, que agora confirmou a causa da morte.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Fabrício Mazotti, os depoimentos colhidos desde o início já apontavam para a violência. “As testemunhas relataram o que aconteceu e os exames agora comprovam. Vamos lutar para que seja expedido o mandado de prisão”, afirmou.
Segundo o secretário, o tutor, identificado pelas iniciais R., inicialmente afirmou ter levado o animal ao ecoponto, mas depois indicou o local onde havia enterrado o cachorro. “Assim que o corpo foi desenterrado, tomamos todos os cuidados para preservar ao máximo, mesmo já estando em estado de decomposição”, explicou.
O homem também teria alegado que o cachorro estava doente, com leishmaniose, e que o animal teria atacado filhotes de gatos de uma vizinha. No entanto, conforme o laudo, a doença não foi a causa da morte, e as autoridades ressaltam que nenhuma dessas alegações justifica a agressão.
Ainda segundo Mazotti, há informações de que o investigado já possui histórico de comportamento violento, com registros anteriores relacionados a maus-tratos a animais e, possivelmente, ocorrências envolvendo agressões a pessoas, o que poderá ser considerado no andamento do caso.
A Secretaria de Meio Ambiente entende que o responsável deverá responder por maus-tratos com resultado morte, crime previsto na legislação ambiental, além de crime ambiental por descarte irregular, já que o animal foi enterrado sem os procedimentos sanitários adequados.
O caso segue em apuração, e a expectativa é que, com o laudo concluído, o pedido de prisão seja encaminhado às autoridades competentes.
