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Lições das Eleições:Ponto de vista próprio.

 Caro leitor, estimada leitora, terminadas as eleições para alguns que já levaram no primeiro turno,  e outros que não precisam de segundo turno (deputado federal, estadual, senador), podemos tirar algumas conclusões sobre o que percebemos no domingo, embora não sejamos analista político.

Wilson Paganelli
09/10/18 às 10h10
(Arquivo HojeMais)

 Caro leitor, estimada leitora, terminadas as eleições para alguns que já levaram no primeiro turno,  e outros que não precisam de segundo turno (deputado federal, estadual, senador), podemos tirar algumas conclusões sobre o que percebemos no domingo, embora não sejamos analista político. 

 Opinião própria, ok? Os eleitores, de modo geral, nestas eleições, acabaram com  a influência de certa mídia e certos grupos sobre o voto do eleitor – ficou claro que a TV e o rádio, com os programas políticos, de nada valeram! Também claro que artistas, intelectuais, celebridades, grupos que costumavam ser formadores de opinião fracassaram na tentativa. 

 Os eleitores ficaram libertos da tutela. Os grandes debates foram entre eleitores nas redes sociais, embora houvesse opiniões desconexas, e muitos fake news. Contudo,  as redes foram o veículo relevante nestas eleições. O novo que engoliu TV, rádio, revistas etc. Tanto que candidatos com segundos na TV e no rádio bateram quem tinha tempo suficiente – haja vista Alckmin, em relação a Ciro, a Bolsonaro e Haddad. Alguém duvida que as pesquisas perderam o valor? Caíram em descrédito? Demonstrou-se que são utilizadas em favor de alguns, para tentar mudar o voto do eleitor? Querem exemplos? Zema nem aparecia nas pesquisas, em Goiás. Foi o primeiro colocado! Dilma Rousseff sempre apareceu como primeira colocada para o senado em Minas. 

 Ficou em quarto lugar. Witzel, no Rio, também era pouco cotado. Foi o primeiro. Cabo Daciolo veio à frente de Alvaro Dias, Marina, Meirelles com seus milhões... De repente, com resultado das urnas, os institutos de pesquisa quiseram justificar, dizendo que o eleitor pensou assim e assado. 

 Conversa! O eleitor, de maneira geral, com tantos mil ou milhões de voto, não é nenhum esquizofrênico para mudar seu voto do sábado para o domingo. Ninguém muda de ideia dessa forma. Eram pesquisas direcionadas em favor de alguns, manipuladas com extremo cuidado. 

 Mas, de nada adiantou. E, pensem bem, Bolsonaro é o novo? Um cidadão que é deputado federal pelo segundo ou terceiro mandato? Um cidadão que sempre aparecia na mídia, não por seu pífio e insignificante trabalho no Congresso,  mas pelas declarações polêmicas, pelas ideias atravessadas, que causavam reações diversas. Mas como se explica então que esse cidadão tenha tido praticamente 50 milhões de voto? Não somos analítico político, mas Bolsonaro disse o que o povo queria ouvir. 

 Comunicação. Querem pessoa mais preparada, dentre os que disputavam, do que Alckmin, Álvaro Dias? Falaram o tempo todo em seus programas de governo, sobre o que o Brasil precisa. Falaram, por exemplo, sobre a diminuição da criminalidade... mas o povo pensa diferente. De que adianta falar em diminuição de criminalidade, se o cidadão não pode sair à rua? Bolsonaro com seu discurso simples, mas objetivo, em relação à comunicação, como se diz, pegou na veia: falou o que o povo queria ouvir. 

 Nada de economia (alguém sabe qual é o pensamento de Bolsonaro sobre economia?), mas falou em reduzir a máquina estatal, por meio de menos ministérios, menos estatais, como forma de combate à corrupção; falou o que as famílias queriam ouvir – vai jogar duro com a bandidagem, os professores vão ser valorizados e aluno não vai mais bater em professor em sala de aula (este é o programa educacional dele!); vai abrir escolas militares (onde imperam ordem e disciplina de cunho militar); posicionou-se a favor da moralidade, indo ao encontro do pensamento de uma grande maioria, que não aceita lá muito essa questão de ideologia de gênero e apologia ao sexismo;  indignou-se com a inversão de valores morais e com o descaso do mérito, enfim, pregou o patriotismo, a segurança da família, o fim dos privilégios, que era tudo que o povo queria ouvir. 

 O Brasil é conservador! Daí se percebe que 50 milhões acompanharam quem ficou o tempo todo deitado numa cama de hospital, comunicando-se com seu eleitorado pelas redes sociais. Nunca uma eleição foi tão democrática. O que vem pela frente? Só Deus sabe! Bolsonaro cumprirá? Se vencer, veremos. Agora, algo também ficou bem claro, quando se olha o mapa do Brasil – não fosse o Nordeste, o PT estaria aniquilado da política brasileira. É isso.

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