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Luta antimanicomial é debatida em fórum pelo Governo de Andradina

 O dia 18 de maio, marca no Brasil, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

Andradina - Secom/Prefeitura
19/05/17 às 08h50
Participaram do 3º Fórum Municipal de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, profissionais da saúde de Andradina e de municípios vizinhos pertencentes à regional do CAPS AD (Secom/Prefeitura)

 O dia 18 de maio, marca no Brasil, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Esta data, instaurada em 1987 na cidade de Bauru, durante o Congresso de Trabalhadores de Serviços de Saúde Mental, deu visibilidade ao Movimento da Luta Antimanicomial, adotando o lema “Por uma sociedade sem manicômios”, inaugurando uma nova trajetória da proposta de Reforma Psiquiátrica Brasileira.

 Para abrir o ciclo de debates o quarteto Musicantus da 1ª Igreja Batista em Andradina foram convidados para apresentar uma canção antes do início das palestras voltadas aos profissionais da saúde de Andradina e de municípios vizinhos pertencentes à regional do CAPS AD.

 O secretário de Saúde e Higiene Pública, Marcelo Gimenez Bernardes, explicou que a capacitação desses profissionais é extremamente fundamental e que são eles os multiplicadores desse conhecimento tão importante para uma atenção primária de qualidade aos usuários.

 “O Governo de Andradina através da prefeita Tamiko Inoue preza pelo incentivo e por um atendimento humanizado em todas as áreas, o que implica uma interação multidisciplinar”, explicou o secretário, que ainda afirmou que o sucesso do tratamento se dá com o apoio da família.

 O fórum ainda tratou sobre a reforma da Lei Paulo Delgado, mais popularmente conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica Brasileira, e os trabalhos desenvolvidos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e o papel da atenção básica.

 A coordenadora do Caps Ad, Elisangela Rodrigues, afirma que o encontro busca debater os tratamentos de reabilitação psicossocial. “Hoje o trabalho em rede oferece, com respeito aos direitos humanos, a garantia ao acesso a serviços de atenção humanizada”, ressalta Elisangela que explicou ainda que antes desse progresso da Lei antimanicomial o usuário era simplesmente deixado em um manicômio e excluído da sociedade.

 Além dos serviços de saúde, esta rede de atenção deve se articular a serviços das áreas de ação social, cidadania, cultura, educação, trabalho e renda, entre outros, além de incluir as ações e recursos diversos da sociedade.

 Os presentes puderam contar com as palestras do terapeuta ocupacional Cláudio Edilio Pinheiro da Silva; da Psiquiatra do Caps-Ad, Dra. Patrícia Afonso de Almeida; Psiquiatra do Caps I, Dra. Fernanda Ramos Serizawa Dourado e do Enfermeiro Especializado em Saúde da Família e Coordenador de Saúde do Município, Demilson Cordeiro da Silva.

 Foram debatidos temas como a interação da equipe na humanização no atendimento à saúde mental até as emergências psiquiátricas, e os serviços que a rede está preparada para oferecer.

 Ainda estiveram presentes o Secretário de Política Sobre Drogas, Sérgio Faustino Teixeira, da Secretária de Promoção e Cidadania e Direitos Humanos, Paola Kotaki, a Secretária Executiva do Consórcio Intermunicipal do Extremo Noroeste do Estado de São Paulo (Ciensp) Rose Francé e a coordenadora do Caps I, Maria José dos Santos a Zezé.

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(Secom/Prefeitura)
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